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Menino é agredido por alunos dentro de colégio particular no bairro de Nazaré, em Belém

O caso foi registrado na Polícia Civil do Pará e está sob investigação sigilosa

O Liberal
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Um menino, que terá a idade preservada em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), foi agredido por outros alunos do Colégio Marista, na quarta-feira (11/2), no bairro de Nazaré, em Belém. A vítima passou por exame de corpo de delito para comprovar as agressões. O caso foi registrado na Polícia Civil do Pará e está sob investigação sigilosa.

De acordo com o boletim de ocorrência, após o término da aula, alguns estudantes teriam induzido o garoto a sair da sala para brigar com outro aluno. A confusão começou depois que um menino pegou um avião de papel que pertencia à vítima e se recusou a devolvê-lo.

Segundo o pai da vítima, vários alunos incentivaram o confronto, transformando o local em uma espécie de “ringue”. Ainda conforme o depoimento prestado à Polícia Civil, um dos garotos desferiu vários socos no rosto do filho. Com as agressões, o menino ficou com a boca sangrando, além de apresentar vermelhidão e inchaço no lado direito da face.

Em escuta especializada realizada pela polícia, a vítima relatou que só conseguiu se desvencilhar da briga porque um homem que passava pelo local interveio e impediu as agressões. O pai informou ainda que não havia supervisão de um adulto no momento do ocorrido e que a escola teria se recusado a fornecer cópia das imagens do circuito interno.

A Polícia Civil informou, em nota, que o caso é investigado sob sigilo. “A família da vítima foi acolhida e realizada escuta especializada”, comunicou.

Episódios anteriores

O pai relatou à polícia que, desde o ano passado, o filho vem sofrendo episódios recorrentes de agressões físicas e bullying dentro da instituição, incluindo brincadeiras maldosas, chutes e socos. Segundo o B.O., os responsáveis procuraram diversas vezes a direção do colégio, mas afirmam que nenhuma medida efetiva teria sido adotada.

O documento também menciona que, no ano anterior, a vítima sofreu assédio e bullying por parte de outro aluno, que teria sido convidado a se retirar da escola apenas ao final do ano letivo.

O advogado da família da vítima, Wagner Muniz, afirmou que as providências já estão em curso. “As providências que estão sendo tomadas já estão em curso. Foi feito o registro do boletim de ocorrência, a vítima já foi ouvida na delegacia especializada e realizou o exame de corpo de delito para comprovar as agressões. Esse boletim deve se transformar em Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). A escola deverá ser chamada a se manifestar, assim como os envolvidos. Provavelmente será instaurado um inquérito policial. Posteriormente, também devemos ingressar com um procedimento cível, além da esfera penal”, declarou.

Posicionamento da escola

Procurado pela reportagem, o Colégio Marista informou, em nota, que todas as situações envolvendo estudantes são acompanhadas com seriedade e responsabilidade, à luz da Política Institucional de Proteção Integral às Crianças e aos Adolescentes, baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente.

“A instituição reafirma seu compromisso permanente com a segurança, o bem-estar e a formação integral dos alunos. Ao longo do ano letivo, são realizadas campanhas que fortalecem continuamente a cultura do respeito, do cuidado e da proteção integral junto a toda a comunidade escolar”, informou.

A escola acrescentou que disponibiliza o canal +Proteção para o registro de condutas que violem o Código de Conduta, a ​Política Institucional de Proteção Integral ou a legislação vigente. Segundo a instituição, trata-se de um espaço seguro, com possibilidade de anonimato, operado por empresa independente, que assegura sigilo no tratamento dos relatos. O acesso pode ser feito pelo link: www.canaldeetica.com.br/canaisdedialogomb.

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