Justiça absolve índios acusados de matar integrante da própria tribo

Crime ocorreu em 2002 na Fazenda Balalaica, em Ipixuna do Pará

Redação Integrada

Cinco índios Amanayé, acusados de envolvimento na morte de um integrante da própria tribo, foram absolvidos na quarta-feira (24) por um Tribunal do Júri Federal. A sessão durou cerca de oito horas na Justiça Federal, em Belém. O caso ocorreu em 2002 na Fazenda Balalaica, em Ipixuna do Pará, a cerca de 250 km da capital.

A sentença absolvendo os réus será lida somente no 7 de maio, já que ela não pôde ser redigida ao final da sessão em decorrência de uma pane nos sistemas informatizados da Justiça Federal.

O processo começou na Comarca de Aurora do Pará, mas posteriormente foi transferido para a Justiça Federal, instância competente para julgar indígenas. Dos cinco réus, quatro estiveram presentes: Antonio Rosa Trindade, vulgo “Onça”; Benedito Rosa Trindade, o “Bilu”; José Rosa Trindade, o “Zeca”; e Manoel Rosa Trindade, o “Bal”. O quinto réu, Domingos Rosa Trindade, o “Pirá”, deixou de comparecer porque não conseguiu transporte para se deslocar de Goianésia do Pará, onde reside, até Belém.

Os cinco réus foram denunciados pelo Ministério Público em 5 de abril de 2004 pelo crime de homicídio por motivo torpe praticado contra Manoel Denildo da Silva Santos, o “Coelho”. Segundo a denúncia, no dia 15 de dezembro de 2002 a vítima caçava em companhia de três amigos quando foi surpreendido com a chegada dos réus, que estavam num barco. Armados, eles começaram a discutir com Denildo, porque este teria se recusado a se desfazer de um carregamento de cipós. Ao receber o tiro, a vítima teve morte instantânea.

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