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Júri condena a mais de 3 anos motorista que matou mãe e filha na avenida Nazaré, em Belém

Allan Henrique das Chagas Rocha vai a júri popular nesta quarta-feira (17)

O Liberal
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Após quase cinco anos, Allan Henrique das Chagas Rocha foi condenado nesta quarta-feira (17), em Belém, a três anos e sete meses de reclusão por envolvimento no acidente de trânsito que resultou na morte de uma mulher e de sua filha de apenas 2 anos. Durante esse tempo, ele está proibido de ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O julgamento ocorreu na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Belém. E o caso aconteceu em agosto de 2021, na avenida Nazaré, também na capital paraense.

O julgamento iniciou com os depoimentos de testemunhas. Uma das pessoas ouvidas foi um policial militar que afirmou ter presenciado os veículos envolvidos trafegando em alta velocidade desde a avenida Tamandaré.

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A sessão prosseguiu com o depoimento de testemunhas e a apresentação dos argumentos da acusação e da defesa. Por maioria dos votos, jurados votaram na tese defensiva de desclassificação do crime para homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Diante do resultado da votação, o juiz aplicou as penas pelos dois homicídios culposos. E, considerado o concurso formal, a pena total ficou em três anos e sete meses de reclusão e, pelo mesmo tempo, sem a CNH, segundo o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA).

Acidente

Allan respondeu pelo acidente ocorrido na noite de 25 de agosto de 2021, que causou a morte de Renata Corrêa Torres e da filha dela, Maria Luiza Corrêa Torres. O marido de Renata, que conduzia o carro da família, teve graves ferimentos, mas sobreviveu.

Na época, a colisão ocorreu no cruzamento das avenidas Nazaré e Generalíssimo Deodoro. Com o impacto, várias pessoas ficaram feridas e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para o resgate das vítimas.

Maria Luiza, de apenas 2 anos, chegou a ser levada para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Horas depois, a mãe da criança também morreu em decorrência das lesões provocadas pelo acidente. O réu e a namorada, que estavam no outro carro envolvido, ficaram feridos e precisaram ser encaminhados para unidades de saúde.

O caso teve ampla repercussão após a divulgação de imagens de câmeras de segurança que mostrariam os veículos percorrendo diferentes vias da capital em alta velocidade momentos antes da colisão. Os registros captaram a movimentação dos automóveis pelas avenidas Tamandaré, Gama Abreu e Nazaré.

Investigação

De acordo com as investigações, Allan conduzia um veículo de cor prata e estava acompanhado da namorada. Já no outro automóvel estavam Renata, a filha do casal, e o marido dela. A batida ocorreu quando o carro dirigido por Allan atingiu a traseira do veículo da família, que foi lançado contra uma árvore às margens da avenida.

Durante a investigação, o marido da vítima que morreu relatou à Polícia Civil que retornava para casa com a família quando percebeu a aproximação do outro veículo na avenida Tamandaré. Em depoimento, ele afirmou que, após uma ultrapassagem, passou a ser seguido pelo carro conduzido por Allan e tentou se afastar acelerando, mas acabou atingido por trás.

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