Ex-aluna é presa por dopar e esfaquear professor em Marabá
Emely Sabrina Pereira de Souza, de 24 anos, é suspeita por tentativa de homicídio contra o professor Cintra de Oliveira
A Polícia Civil cumpriu na última terça-feira (03), em Marabá, um mandado de prisão preventiva contra a jovem Emely Sabrina Pereira de Souza, de 24 anos, por tentativa de homicídio do professor de educação física, sociologia e judô Cintra de Oliveira. Emely é ex-aluna de Cintra e devia dinheiro à vítima. A suspeita teria esfaqueado o professor depois de dopá-lo na madrugada do dia 03 de dezembro.
A suspeita foi localizada na avenida 31 de Março, no Bairro Laranjeiras. A autoria do crime foi apontada pela própria vítima, que viu Emely no seu quarto quando foi atingida com uma facada no pescoço. Imagens de câmeras de segurança mostram a suspeita indo à residência de Cintra duas vezes, na noite do dia 2 e na madrugada do dia 3, segundo informações do portal Correio de Carajás.
A Polícia Civil acredita que a motivação para o crime tenha sido dívida financeira que a suspeita tem com o professor. Conforme investigação, a ex-aluna esteve na casa do professor ainda na noite do dia 2. Emily teria pedido para encontrar o professor para supostamente desabafar sobre problemas pessoais em seu relacionamento amoroso.
Emely Sabrina chegou à casa do professor entre 22h00 e 23h00, com três cervejas que foram compradas em um bar próximo. Enquanto os dois conversavam, Cintra sentiu uma súbita sonolência, considerada desproporcional à quantidade de álcool consumido, uma única lata de cerveja. O professor acredita que tenha sido dopado.
Naquela ocasião, ele se despediu de Emely, trancou a porta de casa e foi para o quarto deitar. Algum tempo depois, Cintra acordou ao ser esfaqueado no pescoço. A vítima reforçou ter visto Emely dentro do quarto, mas não conseguiu pedir ajuda devido à sonolência.
O professor foi encontrado ensanguentado na manhã seguinte, por volta das 10 horas, pela diarista. Ele foi socorrido por amigos ao Hospital Municipal de Marabá (HMM).
Cintra também informou no depoimento que Emely e a mãe dela devem dinheiro a ele. A ex-aluna teria pedido R$ 600 para pagar outra dívida. A mãe, por sua vez, teria pegado R$ 2 mil emprestados para cuidados médicos com o marido. A suspeita vinha pagando a dívida da mãe, mas ainda devia R$ 1.500. Enquanto conversavam, os dois chegaram a comentar sobre o assunto.
Após a alta hospitalar e retornar para casa, o professor deu falta de um aparelho celular e de uma caixa de som que desapareceram da residência.
Emely havia sido encaminhada à Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento, mas preferiu manter silêncio, no dia 5 de janeiro.
PERÍCIA
A Polícia Civil solicitou perícias de duas facas apreendidas pela Polícia Militar na casa da vítima, e analisou imagens de câmeras de segurança próximas ao endereço do crime. As gravações mostram Emely chegando ao local duas vezes entre a noite do dia 2 e a madrugada do dia 3.
A primeira visita Emely Sabrina aparece com as bebidas entrando na residência. As câmeras não filmaram a saída. Entretanto, perto das 2h30 do dia 3, a suspeita é vista retornando ao local utilizando um boné.
Aproximadamente uma hora depois uma pessoa é vista saindo da residência. Apesar da imagem ruim, que não permitiu ver com exatidão o rosto da pessoa que cometeu o crime, os investigadores compararam que as roupas de quem sai da resiência são semelhantes às que Emely usava na imagem anterior. A ex-aluna foi apontada desde o início pela vítima como a responsável pelo crime.
Um relatório da investigação foi apresentado à Polícia Civil, que solicitou a prisão preventiva de Emely no dia 16 de janeiro. Ao investigar a ficha de Emely, a Polícia Civil identificou que ela é suspeita em outros inquéritos.
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