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Conselho Regional de Medicina instaura procedimento contra professor após fala sobre estupro

O professor atua no Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz) e na Universidade do Estado do Pará (Uepa)

O Liberal

Após um vídeo, que mostra um professor do curso de medicina questionando uma aluna se ela gostaria de usar lubrificante quando fosse "estuprada" ou se preferia "no seco", causar revolta nas redes sociais, várias entidades se manifestaram em resposta à repercussão. O professor atua no Centro Universitário Metropolitano da Amazônia (Unifamaz) e da Universidade do Estado do Pará (Uepa), instituições com sede na capital paraense.

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Em nota, o Conselho Regional de Medicina (CRM/PA) informou que, diante da solicitação de manifestação por parte da imprensa sobre o fato divulgado no dia 25 de novembro, ocorrido em uma faculdade particular de Belém, efetivou as medidas legais previstas na Lei nº 3.268/57 e Resoluções do Conselho Federal de Medicina, instaurando o competente procedimento administrativo.

Também em comunicado oficial, a Unifamaz informou que "a Reitoria, tão logo tomou conhecimento do ocorrido no Curso de Medicina, adotou todas as providências cabíveis e procedimentos administrativos para apurar os fatos por meio do Comitê de Ética Disciplinar".]

A Uepa informou que repudia qualquer tipo de prática dessa natureza e reforçou que esta não representa a posição da Universidade. "A Uepa se solidariza com a aluna e acompanha o caso, ocorrido em outra instituição de ensino superior", diz a Universidade.

Em uma nota diviulgada nas redes, a Frente Feminista Pará classificou a frase do professor como "absurda". "Dá nojo de ouvir um 'professor' naturalizar o estupro durante uma aula prática de intubação. Esse comportamento vergonhoso desse professor merece de todas nós repudio e nos solidarizamos com a companheira agredida pela fala desse professor. Nós exigimos que as instituições universitárias em questão (UNIFAMAZ e UEPA) tomem providências e procedimentos administrativos contra o comportamento desse professor. A fala desse professor é grotesca, desumana  e  incentiva a  cultura do estupro  ao naturalizar  esse ato. Total desrespeito a todas nós mulheres", diz o comunicado.

A reportagem tentou falar com o médico e professor por meio do telefone da clínica de sua propriedade, mas não conseguiu contato. O espaço segue aberto.

ATO

O caso revoltou milhares de pessoas na web. Nesta sexta-feira (26), uma manifestação está marcada para acontecer na frente da faculdade onde o docente trabalha, no começo da tarde, organizada por alunas.

Assista à cena de ofensa em uma faculdade de Belém:

 

Polícia
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