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Condutor acusado pelo atropelamento e morte de torcedores segue preso

Defesa de Pablo Henrique da Silva tenta comprovar hipossuficiência do cliente para arcar com o valor arbitrado de fiança

O Liberal
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O motorista Pablo Henrique Farias da Silva, investigado pelo atropelamento e morte de um grupo de torcedores, continua preso. O carro dirigido por ele, que integra uma torcida organizada do Paysandu, atingiu sete pessoas na avenida Augusto Montenegro, em frente ao condomínio Greenville. No total, quatro pessoas morreram: Jhonata Mateus Maciel Chaves, Davi Souza Conceição, Helder Martins Santos e Luan Garcia Batista.

A maioria das vítimas estavam em motocicletas, algumas delas eram membros de uma torcida organizada do Remo. Três dos atropelados morreram ainda na sexta (29). Pablo Henrique foi preso em flagrante após o atropelamento ocorrido na madrugada do dia 29 de maio, no bairro Parque Verde.

A Justiça estabeleceu fiança no valor de R$ 81.050, equivalente a 50 salários mínimos, para que o acusado respondesse em liberdade. Entretanto, o benefício não foi efetivado, porque o Pablo Henrique não pagou o valor.

O advogado Felipe Alves, que representa o motorista, confirmou que o suspeito continua preso. A defesa entrou com um requerimento para demonstrar a hipossuficiência do cliente para pagar com o valor arbitrado de fiança, ou seja, a falta de recursos financeiros para arcar com custas processuais ou serviços essenciais sem comprometer o próprio sustento ou da família. A defesa informou ainda que se manifestará após ter acesso ao final do inquérito quando todos os depoimentos tiverem sido colhidos.

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