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Condenado por homicídio no Pará é localizado e preso no Rio de Janeiro

O crime ocorreu em 2015, após a vítima sair de uma casa de shows

O Liberal
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Um homem condenado por homicídio no Pará foi preso no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O acusado, identificado como Caíque Dias, conhecido como “China”, estava foragido da Justiça desde 2015. A captura ocorreu na manhã de quarta-feira (1º), durante uma ação da Polícia Militar.

De acordo com informações policiais, ele estava morando na comunidade Ladeira dos Tabajaras e foi localizado nas proximidades da estação de metrô Cardeal Arcoverde. A prisão foi resultado de um trabalho de monitoramento realizado por equipes do 19º BPM, em conjunto com a PM paraense.

Segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), a partir de informações de inteligência e cruzamento de dados, os agentes localizaram o criminoso na Rua Barata Ribeiro. Contra ele, foi cumprido um mandado de prisão condenatório pelo crime de homicídio duplamente qualificado.

Após ser abordado, o homem foi encaminhado para a 18ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado. Contra ele havia mandado de prisão em aberto pelo crime de homicídio, com base no artigo 121 do Código Penal.

Crime

O crime pelo qual Caíque foi condenado ocorreu em 2015 e teve como vítima Daniel Nascimento Alfaia. Em entrevista ao O Liberal, a mãe da vítima, Nilsete Alfaia, relatou que o filho foi morto com um tiro na nuca ao sair de uma casa de shows. “Meu filho foi assassinado pelas costas, na saída de uma festa de aparelhagem, no dia 11 de maio de 2015. Era Dia das Mães. Naquele momento, as pessoas já apontavam que tinha sido o Caíque”, relatou.

Ela afirma que o crime teria sido motivado por questões pessoais. “Ele (Caíque) estava tendo um relacionamento com a ex-mulher do meu filho. Eu acredito que foi por ciúmes, inveja, vingança. Ele matou o meu filho”, disse.

Nilsete contou ainda que passou mais de uma década em busca de justiça. “Desde então, eu luto por justiça junto com outros familiares de vítimas. Foram mais de 10 anos de luta, de angústia. Eu nunca mais fui a mesma”, desabafou.

Segundo ela, a condenação ocorreu após julgamento no Tribunal do Júri, realizado em 2022, quando o acusado foi sentenciado a 14 anos de prisão. A decisão foi posteriormente mantida após tramitação do processo em instâncias superiores. De acordo com Nilsete, o mandado de prisão foi expedido em dezembro do ano passado.

A mãe da vítima afirmou que soube da prisão por meio de informações que circularam nas redes sociais. “Sei que não vai trazer meu filho de volta, mas já é uma vitória, um alívio ver a justiça sendo feita”, declarou.

Ela também destacou que pretende continuar atuando ao lado de outros familiares. Nilsete integra um movimento de apoio a vítimas de violência e disse que seguirá na luta por justiça.

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