Comerciantes denunciam insegurança na Nova Tamandaré após furto em quiosque
Proprietário afirma que comerciantes detiveram suspeito na manhã desta sexta-feira (23) e cobra ações do poder público
Quem frequenta e trabalha na área da Nova Tamandaré, em Belém, tem relatado um cenário crescente de insegurança. Na manhã desta sexta-feira (23), o proprietário de um quiosque localizado no espaço do Parque Linear da Nova Tamandaré registrou o momento em que ele e outros comerciantes conseguiram deter um homem suspeito de praticar furtos na região.
Segundo o comerciante, a situação tem se agravado nos últimos dias. “Está muito complicado. Não tem mais condições de ficar aqui”, reclama o homem, enquanto mostra a janela do banheiro que foi quebrada e a porta de um quiosque que foi arrombada. Ele afirma que o quiosque de número 6 foi o alvo mais recente da ação criminosa.
Ainda de acordo com o relato, a ausência de providências por parte dos responsáveis pelo espaço contribui para o clima de insegurança. “Está ficando cada dia mais difícil. Mas lembram que eu cantei essa pedra? Uma hora ia chegar nesse ponto. Não existe nenhum tipo de ação das pessoas responsáveis por essa obra. Uma obra de R$ 200 milhões”, desabafa.
Este não é o primeiro caso de crimes registrados na área. Na madrugada do dia 21 de dezembro do ano passado, um homem foi preso após furtar cabos elétricos no local. Ele foi detido e conduzido à Seccional Urbana de São Brás para os procedimentos cabíveis. Foi o segundo caso em menos de duas semanas. No dia 29 de dezembro, outro homem também foi preso pelo crime de furto de cabos elétricos e encaminhado à Seccional do Comércio.
Além disso, no final do mês de novembro do ano passado, câmeras de segurança flagraram o momento em que um homem furtou um dos chamados “sombrinhões” instalados na Nova Tamandaré. As imagens mostram o suspeito desmontando o equipamento e fugindo do local em uma bicicleta.
Diante do cenário de insegurança, o comerciante afirma que cogita deixar o espaço. “Eu vou mandar tirar as minhas coisas de lá. Nós estamos quase apelando de joelhos para ter uma reunião com a prefeitura e ninguém consegue. A situação está precária. Isso é só o prenúncio do Carnaval. Vão mijar nisso aí tudo”, conclui.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA