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Casal envolvido na morte dos irmãos 'Tucura' e 'Tucurinha', em Ourém, é preso em Paragominas

O homem e a esposa, que participou do crime, foram detidos em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na qual o suspeito procurava assistência médica por ter sido espancado

O Liberal
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Um casal foi preso suspeito de envolvimento na morte dos irmãos Elison Nascimento Rodrigues e Emerson Renê Nascimento Rodrigues (apelidados de 'Tucura' e 'Tucurinha', respectivamente) na noite da segunda-feira (20), em Ourém. A mulher identificada como Neuciane Lima Nascimento foi detida como partícipe no duplo homicídio, por fornecer a arma utilizada no crime ao marido, Antônio Denilson Batista Pereira, que teria matado Tucura e Tucurinha logo em seguida. Os dois foram capturados ainda na segunda, após uma sucessão de fugas. Eles também devem responder a tentativa de homicídio contra a esposa de Elison, Joana D'Arc Paracampos.

Ferido por causa de um espancamento que sofreu após matar os irmãos, Antônio buscava socorro médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Paragominas, sudeste do Estado, quando foi localizado e preso com Neuciane. 

Antes de serem detidos, a suspeita da Polícia Civil do Pará (PCPA) era de que o casal tivesse cometido o crime por ciúmes. Entretanto, Antônio disse aos policiais, após ter sido preso, que tudo começou com um esbarrão em uma festa de carnaval Orla do Rio Guamá, em Ourém.

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As autoridades não souberam dizer qual dois irmãos teria possivelmente trombado com o suspeito, mas Antônio foi em direção a Elison antes de puxar o gatilho, o que leva a crer que a confusão teria iniciado com ele.

De acordo com a PCPA, não havia registros ou relatos de que os irmãos Rodrigues conhecessem o suspeito ou tivessem histórico de desentendimento com Antônio. 

O caso começou na madrugada da segunda-feira, quando os irmãos Elison e Emerson estavam na orla da cidade. Por volta das 3h, Antônio Denilson se aproximou de ambos, atirando contra ElisonNa tentativa de proteger o irmão, Emerson também foi atingido pelos disparos. Ambos morreram no local e a esposa de Emerson, Joana, foi atingida de raspão no pescoço por um dos tiros.

Antes de serem detidos, a suspeita da Polícia Civil do Pará (PCPA) era de que o casal tivesse cometido o crime por ciúmes. Entretanto, Antônio e Neuciane disseram aos policiais que a morte dos irmãos Rodrigues aconteceu por uma discussão, não informada, que possivelmente tiveram com Elison. 

O relatório policial conta que, após os assassinatos, Antônio chegou a ser violentamente agredido por moradores, mas conseguiu escapar. Com a esposa, Neuciane, ele fugiu para outro município. A polícia conseguiu rastrear a passagem do casal pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Capanema, poucas horas depois, por volta das 4h40. No local, foram recolhidas as imagens das câmeras de segurança que mostram a chegada do casal e os prontuários de atendimento.

Em seguida, a polícia se deslocou para a cidade de Castanhal e, ao consultar o registro de pacientes da UPA, descobriu que Antônio foi atendido por volta do meio-dia. No local, a equipe médica informou que o paciente estava muito agressivo e não aceitou a continuação do tratamento proposto, fugindo da unidade sem receber alta. Uma das funcionárias da UPA chegou a comentar à Polícia que ouviu uma conversa entre Antônio e a esposa na qual planejavam ir para Paragominas.

"Em posse dessa informação, a equipe de Polícia Civil de Ourém entrou em contato com o Delegado plantonista da 13ª Seccional Urbana de Paragominas, o qual prontamente se colocou à disposição para realizar diligências, enviando uma equipe para percorrer as unidades de saúde da cidade. Foi constatado que, na UPA de Paragominas, encontrava-se um rapaz com sinais de espancamento", conta a polícia.

Ao confirmar a identidade do casal na UPA de Paragominas, Antônio e Neuciane receberam voz de prisão. Ambos foram detidos, com apoio da Polícia Militar, e encontram-se na 13ª Seccional Urbana de Paragominas à disposição da Justiça.

O delegado-geral da Polícia Civil, Walter Resende, frisou a celeridade das equipes na prisão dos envolvidos e destacou o trabalho integrado montado para a Operação Carnaval. "Desde o momento do crime, coletamos informações de diferentes locais e diligenciamos por quatro cidades até efetuarmos a prisão. Essa celeridade é fruto do trabalho integrado da Polícia Civil que foi ampliado para estes dias de Carnaval", detalhou Resende.

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