‘Botar no seu lugar de mulher’: Primos são presos por roubo e agressão contra mulher no Marajó
Vítima relatou ter sido atacada pelos dois familiares após se recusar a entregar dinheiro
Dois homens foram presos em flagrante pela Polícia Civil na manhã da última sexta-feira (12), em Soure, no arquipélago do Marajó, suspeitos de roubo e agressão contra uma mulher da própria família. Os investigados, identificados pelas iniciais V.D.S. e D.R.G., são primos da vítima e foram autuados por roubo majorado pelo concurso de pessoas, com aplicação da Lei Maria da Penha em razão do vínculo familiar.
Segundo a Polícia Civil, a vítima procurou a Delegacia de Soure para denunciar que havia sido agredida pelos dois parentes. Ela relatou que passou a noite fora de casa consumindo bebidas alcoólicas e, ao retornar pela manhã, permaneceu do lado de fora da residência observando o amanhecer.
Nesse momento, conforme o relato, V.D.S. teria se aproximado e pedido dinheiro para comprar drogas. A mulher respondeu que não possuía dinheiro, mas o suspeito percebeu uma quantia guardada em seu sutiã e exigiu que ela entregasse o valor. Diante da recusa, ele passou a agredi-la fisicamente.
Ainda de acordo com a vítima, D.R.G., que mora nas proximidades, juntou-se às agressões. Quando questionado sobre sua participação, ele teria respondido: “Eu vou me meter sim”.
Após receber a denúncia, equipes da Delegacia de Soure iniciaram diligências e localizaram os suspeitos. Os policiais efetuaram a prisão dos dois homens, que foram conduzidos à unidade policial.
Durante o interrogatório, V.D.S. negou a acusação de roubo, mas admitiu ter agredido a vítima, alegando que teria sido provocado após ser chamado de “ex-presidiário”.
Já D.R.G. afirmou que não chegou a atingir a mulher, embora tenha confessado ter incentivado as agressões. Segundo a Polícia Civil, ele declarou: “Isso é para você se botar no seu lugar de mulher”.
A investigação apontou que ambos possuem antecedentes criminais. V.D.S. já respondeu por crimes patrimoniais, tráfico de drogas e homicídio. Ele cumpria pena em regime semiaberto, estava em saída temporária e era monitorado por tornozeleira eletrônica.
D.R.G., por sua vez, possui diversas passagens por crimes patrimoniais, especialmente roubos, e informou aos policiais que já permaneceu preso por mais de dez anos, encontrando-se atualmente em regime aberto.
Os dois permanecem à disposição da Justiça.
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA