Adolescente morre afogado no Ver-o-Rio

Jovem teria se cansado de nadar e não conseguiu retornar ao píer

Redação Integrada

Um adolescente de 14 anos foi encontrado morto no Rio Guamá, em frente ao Ver-o-Rio, no bairro do Umarizal, em Belém, na tarde deste domingo (12), após se afogar. O jovem, que não terá o nome identificado na reportagem, estava no local com amigos e decidiu nadar na baía. Segundo o adolescente de 15 anos que o acompanhava, a vítima teria se cansado por conta da distância que nadaram e não conseguiu retornar. 

De acordo com o comandante da operação, Sargento Lisboa, do Corpo de Bombeiros, a denúncia sobre o desaparecimento do jovem foi feita às 14h30. A equipe chegou ao local antes das 15h e iniciou as buscas. O corpo só foi encontrado 42 minutos depois, próximo ao cais. "Assim que chegamos procuramos as testemunhas. Um adolescente de idade próxima estava nadando com ele e nos informou que o jovem ainda estava desaparecido. Pedimos para que nos apontasse o local em que os dois estavam e iniciamos as buscas, mas a correnteza aqui é muito forte, é normal demorar", explicou o Sargento. 

O padrasto da vítima, Marcelo Silva, chegou ao local após ser informado sobre o acidente. "Não estava presente na hora porque ele veio para cá de manhã com amigos. Eu não tenho palavras para descrever o que estou sentido, é uma perda muito grande. Dei uma bicicleta de presente para ele, porque me pediu para pedalar aqui na praça. Nunca imaginei que isso fosse acontecer", relatou. A mãe do jovem se chama Adriana Carvalho de Brito.

Falta de sinalização causa tragédias

Conforme explicado pelo inspetor da Guarda Municipal de Belém, Eduardo Rendeiro, não é permitido nadar em nenhuma parte do rio. Mesmo assim, não existem, no local, placas sinalizando o perigo. "Como não é permitido, os jovens vêm pelo mato, passam pelos navios e começam a saltar deste píer, brincando. Vão até o ancoradouro e voltam, repetindo o percurso. Em uma dessas idas eles se afogam. Passa um canal aqui e a correnteza é muito forte", explicou.

Ainda de acordo com as informações repassadas pelo inspetor, o mês de maio é histórico como um dos que mais ocorrem acidentes no local. Em 2010, segundo ele, foram oito casos durante o mês. "Os guardas que ficam aqui avisam os jovens que pulam na água, mas não tem como controlar todos. O que devemos fazer é orientar os próprios filhos sobre os perigos do rio", disse. A equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves chegou ao local às 16h50 para remover o corpo do local. O padrasto, Marcelo, identificou que a vítima era o enteado.

Polícia
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