VÍDEO: formação de tornado é registrada no sul do Pará

O fenômeno aconteceu na terça-feira (9) e o meteorologista Fábio Costa explicou como ele acontece

Saul Anjos
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O registro de uma nuvem funil, ocorrido na terça-feira (9), assustou moradores de Xinguara, no sul do Pará. Renato Moraes, morador da região, foi quem fez o vídeo. Esse tipo de fenômeno, como explica o meteorologista Fábio Costa à redação integrada de O Liberal, tem ligação à formação de tornados.

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“A nuvem funil é uma seção formada na base da nuvem cumulonimbus, que são as nuvens de tempestade e as que provocam trovões e pancadas de chuva. Em si, a nuvem funil é formada de gotículas de água compensada em suspensão com associação de vento rotativo. Ela faz um movimento giratório e é uma pré-formação de um tornado”, conta Fábio.

O especialista conta que a nuvem funil não demonstra perigo até tocar no chão, momento em que se transforma em um tornado. Ele afirma que esse cenário tem possibilidade de acontecer no Pará.

“Para formar um tornado basta ter um centro de baixa pressão, que é muito comum na Região Amazônica. Porém, é mais fácil ele (tornado) descer quando tem uma boa fluidez de dos ventos e não tem muita turbulência na superfície, como prédios, morros. Sempre vai depender o quão instável está o centro de baixa pressão. Quanto menor a pressão no centro, mais fácil de acontecer o tornado. É mais fácil de ver no campo ou nos interiores”, comenta.

Fábio aproveitou para explicar a diferença entre tromba d’água e tornado. “São a mesma coisa, porém a superfície do tornado é terrestre e a tromba d’água é aquática”, informa Costa.

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