Verão em plena pandemia gera incertezas em Salinópolis

Primeiro final de semana de julho tem movimentação mediana nas praias e barraqueiros não sabem se vão trabalhar até final do mês

Victor Furtado

As praias de Salinópolis registraram um fluxo mediano de pessoas neste primeiro final de semana de julho. A avaliação é da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), num balanço parcial dos primeiros dias do veraneio da pandemia de covid-19. A movimentação foi dentro do esperado, sendo possível manter o distanciamento social na areia e demais regras impostas pelo decreto municipal 028/2020, que liberou as praias com restrições.

Com o fluxo de veranistas ainda abaixo da quantidade esperada para o mês de julho, o controle da circulação de pessoas não foi tão difícil. No entanto, a expectativa é que, mesmo em meio à pandemia, Salinópolis chegue ao menos perto do pico histórico de turistas nas praias: em torno de 80 mil pessoas. Nos demais dias, o pico chega a 40 mil visitantes. Se isso ocorrer e tornar difícil o gerenciamento dessa movimentação, todo o planejamento da operação 'Verão Seguro', da Segup, terá de ser reavaliado. A própria prefeitura pode ter de ajustar o decreto municipal.

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Legenda (Igor Mota / O Liberal)

No lago da Coca-Cola, bastante procurado nessa época do ano pelo acesso livre e pela tranquilidade, muitas famílias se reuniram para aproveitar o domingo de sol, mas a preocupação com as regras de distanciamento e o uso da máscara ficaram um pouco de lado. 

Entre algumas mudanças que provocam impactos econômicos aos barraqueiros e à movimentação das praias é a proibição dos piqueniques. Por final de semana, historicamente, havia uma média de 200 ônibus e cada um levava, em média, 60 pessoas. Esses são grupos que costumam consumir bastante nas barracas. Por enquanto, não há previsão de liberação desse tipo de lazer. Outra mudança é a proibição de festas, tendas ou quaisquer eventos que gerem aglomeração, o que inclui som automotivo.

O tenente-coronel bombeiro militar Helton Moraes, supervisor da operação Verão Seguro em Salinópolis, considera que o primeiro final de semana foi um sucesso. Nada fugiu à normalidade e nem houve necessidade de uso da força. No geral, as pessoas respeitaram todas as regras impostas. O episódio mais grave deste final de semana ocorreu no sábado (4), na área do Faro Velho, em que um carro com som automotivo teve de ser apreendido. De resto, ele avalia que a receptividade e compreensão da população foi suficiente.

"A população precisa entender que estamos numa pandemia. O ideal é que se fique em casa. Mas a gente entende que existe uma pressão muito grande pelo tempo que faz que essas pessoas estão em reclusão. Se elas resolverem vir para um balneário como Salinas, que está liberado, devem ter ciência de que precisam cumprir todas as orientações dos agentes de segurança pública. Temos abordado de forma técnica, educativa e sem poder coercitivo", explica o tenente-coronel. A operação Verão Seguro vai até o dia 3 de agosto. A cada final de semana, ajustes poderão ser feitos, sobretudo por conta do aumento de pessoas.

A expectativa é que, mesmo em meio à pandemia, Salinópolis chegue ao menos perto do pico histórico de turistas nas praias: em torno de 80 mil pessoas (Igor Mota / O Liberal)

Estão proibidos sons automotivos, circulação e fixação de estruturas de food trucks, tendas e carros de lanches na praia do Atalaia, assim como shows, apresentação de DJs, bandas e voz e violão, em barracas, bares, restaurantes, hotéis e pousadas. Será obrigatório o espaçamento de 3 metros entre as mesas na faixa de areia e 1,5 m nas áreas internas das barracas. Além disso, as barracas deverão funcionar com 50% de sua capacidade (bandeira laranja), com higienização regular dos espaços de uso comum e disponibilização de álcool 70% para clientes. Equipamentos de lazer (quadriciclos, motos e outros) serão autorizados somente nas áreas previamente estabelecidas.

A operação Verão Seguro vai até o dia 3 de agosto. A cada final de semana, ajustes poderão ser feitos, sobretudo por conta do aumento de pessoas. (Igor Mota / O Liberal)

Na orla do Maçarico, os restaurantes deverão funcionar com 50% da capacidade (bandeira laranja), com disponibilização de álcool 70% para clientes, higienização e limpeza de cardápios, mesas, cadeiras e de todos os espaços de uso comum. As mesas deverão estar distantes, no mínimo, 1,5m umas das outras, e não deverão ocupar os espaços de circulação de pessoas, principalmente nas faixas de pedestres.

A proibição no Maçarico também atinge sons automotivos, circulação e fixação de estruturas de food trucks, tendas e carros de lanches, shows de qualquer natureza em bares, restaurantes, hotéis e pousadas. Feiras e galerias estarão fechadas. Toda e qualquer atividade só será permitida até as 2h da madrugada em toda a orla. Haverá limitação de 70% da capacidade de parques de diversões e brinquedos, como permitiu o Corpo de Bombeiros Militar.

Pará
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