Santarém pode sofrer com desabastecimento de alimentos por conta das interdições nas rodovias

Empresários do setor alimentício da cidade enfatizam o receio de não receberem hortifrutigranjeiros, entre outros alimentos

Ândria Almeida

O município de Santarém, no oeste do Pará, pode sofrer com o desabastecimento de alimentos nos próximos dias em decorrência dos bloqueios nas rodovias. Empresários do setor alimentício da cidade enfatizam o receio de não receberem hortifrutigranjeiros. O bloqueio das vias ocorreu em protesto ao resultado das eleições presidenciais no último domingo (30).

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O sócio e diretor comercial da rede de supermercados Avante Atacadista, em Santarém, Gustavo Chaves Lima, relatou que existe a possibilidade de que ainda esta semana alguns produtos faltem nas prateleiras dos dois supermercados que ele sócio-proprietário.

“Sobre os produtos que poderão faltar essa semana estão os hortifrutigranjeiros, para a gente manter o abastecimento chegam carretas de dois em dois dias. Estamos com três carretas paralisadas na estrada; uma em Castelo dos Sonhos, que era para ter chegado na segunda-feira (31), uma em Sinop (MT) e outra em Anápolis (GO) que nem começou a viagem e travou. A última carreta que chegou foi no domingo (30). Então, temos produtos só até quinta-feira (03)”, detalhou.

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Gustavo conta que a carne comercializada no supermercado vem do Mato Grosso, mas para não faltar o supermercado está comprando a carne regional. 

“Na cidade, os distribuidores de horti já estão sem produtos. A tendência é que em mais dois dias faltem verduras, os hortis, principalmente, tomate, batata doce e cebola que vem de fora do estado. Os produtos regionais não, agora os demais itens que compõem a cesta básica, temos o suficiente para uns 20 dias”, destacou.

O empresário explica ainda que para cada dia de bloqueio, o atraso na entrega demora uma média de 5 a 7 dias para normalizar o fluxo. "Esses dias que já estão parados vão precisar de uns 21 dias para normalizar, porque é uma engrenagem, e cada dia que aumenta, sobe o prazo para normalização”, enfatizou.

Alex Vidal, gerente do supermercado Vidal, contou que as carnes que abastecem o supermercado vem de Novo Progresso e que por conta dos bloqueios não conseguiram chegar na cidade. Para não ficar sem abastecimento, eles fizeram uma nova logística para trazer o produto. “Meu tio tem uma criação de gado em Alenquer e estamos trazendo de lá para não ficarmos desabastecidos”, contou.

Em Santarém, o trecho do quilômetro 986 da BR-163 ficou interditado do domingo (30) até o final da manhã de hoje, quando foi liberado pelos manifestantes com a presença da PRF, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar.

Pará
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