Polícia Federal negocia liberação da BR-155 em Marabá

A movimentação à altura da rotatória do bairro Quilômetro 6, na Nova Marabá, já vinha sendo acompanhada por guarnições da PRF desde as primeiras horas da manhã de hoje

Tay Marquioro
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Agentes da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, com apoio de policiais militares e do Corpo de Bombeiros Militar, chegaram por volta das 16 horas desta terça-feira (1º) à rodovia BR-155, em Marabá, sudeste do Estado, para negociar com manifestantes a liberação da via. Desde a última segunda-feira (31/10), a via é ocupada, principalmente por caminhoneiros, que protestam contra o resultado das urnas no segundo turno das Eleições 2022. A rodovia foi bloqueada com barricadas e pneus foram queimados com o objetivo de impedir o trânsito no local.

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A movimentação à altura da rotatória do bairro Quilômetro 6, na Nova Marabá, já vinha sendo acompanhada por guarnições da PRF desde as primeiras horas da manhã de hoje. Apesar da determinação do ministro Alexandre de Moraes, para que a instituição tomasse as medidas necessárias para liberar o tráfego, num primeiro momento, o trabalho dos agentes foi apenas de organização do trânsito no local. “Nosso efetivo na região é reduzido e precisaríamos de apoio de forças como a Polícia Militar para proceder com a liberação”, explicou o agente Rodrigo Rocha, da PRF. “Essa cautela também é necessária por uma questão de segurança do nosso efetivo”. 

Transtornos 

A cada 1 hora, os manifestantes liberavam a passagem apenas de carros de passeio e, em menos de 24 horas, o bloqueio teve consequências sentidas em toda a cidade. A BR-155 é a única via de acesso ao Distrito Industrial de Marabá e funcionários das empresas instaladas no local foram impedidos de chegar ao trabalho. Várias instituições de ensino superior, públicas e privadas, suspenderam aulas ontem por conta dos bloqueios que impossibilitaram o trânsito de ônibus que trazem estudantes de outros municípios. 

A rua Silvino Santis, no bairro São João, virou local de despejo de lixo pela Secretaria de Saneamento Ambiental do Município, já que o acesso ao aterro sanitário de Marabá também é pela BR-155. “É um incômodo terrível porque essa também é uma área residencial. Eu moro aqui sozinha com meu filho e tenho uma horta, que é o nosso sustento. De ontem para hoje, esses urubus agora vivem aqui, trazendo sujeira para a plantação, comendo minhas verduras”, disse Luciana Dias, agricultora familiar.

Desabastecimento 

O desabastecimento também foi um problema sentido pelo marabaense. Gasolina virou item raro nas bombas de combustíveis do município e onde havia combustível se formaram filas de veículos. “Esse é o segundo posto onde eu venho procurar gasolina. No outro, estava sem. Nesse aqui, eu estou precisando aguardar na fila para poder abastecer. Por enquanto, ainda tem”, disse o autônomo Wemerson Costa.

Nos dois terminais rodoviários da cidade também sobraram reclamações. Com a interdição da rodovia, o transporte intermunicipal para cidades como Eldorado dos Carajás, Parauapebas e Redenção ficou comprometido e várias linhas foram suspensas. “Eu vim de Barra do Corda (MA) e estou aqui desde 5 horas da manhã, tentando ir para Parauapebas e até agora não consegui transporte. O dinheiro já está acabando e não sei como vou ficar”, lamenta o comerciante Samuel Batista.

Até o fechamento desta reportagem, o trânsito na rodovia ainda não havia sido normalizado.

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