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Quase 500 escolas do Marajó serão beneficiadas com recursos do BNDES para obras de saneamento

Projeto está orçado em R$ 40 milhões e está em fase inicial de andamento

Camila Guimarães

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está desenvolvendo projetos voltados para educação que devem beneficiar, diretamente, o estado do Pará. Um deles, a Iniciativa Saneamento nas Escolas, tem como objetivo implantar tecnologias de saneamento em escolas dos 16 municípios da região do Marajó. Ao todo, serão 460 escolas municipais atendidas, alcançando um total de 13 mil estudantes, a partir de um investimento de R$ 20 milhões, por parte do BNDES, e R$ 20 milhões de aporte de parceiros, ainda a captar. As iniciativas foram apresentadas na manhã desta segunda-feira (16), no workshop “O BNDES e a Educação”.

“A iniciativa foi lançada em 27 de abril e prevê a implantação de tecnologias de saneamento nessas escolas, em todos os 16 municípios da região do Marajó, que é a mesorregião com menor IDH do país. São escolas que, atualmente, não têm tratamento de esgoto sanitário”, explicou o especialista e chefe de departamento de educação e investimentos, Conrado Leiras.

A escolha das escolas se deu também pelo fato de cada uma ter até 50 alunos, uma realidade dentro da capacidade de atendimento das tecnologias que podem ser implantadas no momento, como a fossa séptica e jardim filtrante. “A gente entende que o projeto traz benefícios diretos por ser uma região carente e também é uma boa oportunidade para um projeto-piloto, pelo fato de ser escolas com um número reduzido de pessoas”, diz Conrado.

Outro projeto de destaque para o Pará é a Iniciativa Formação Técnica em Bioeconomia na Amazônia, com abrangência nos nove estados que compõem a Amazônia Legal (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Pará, Maranhão, Amapá, Tocantins e Mato Grosso). A proposta é implantar formação técnica e profissional, dentro do Novo Ensino Médio, com foco nas cadeias de valor da bioeconomia de cada estado. O banco estima que 50 mil estudantes serão beneficiados por ano, com investimento orçado em R$ 8 milhões (provenientes apenas do BNDES até agora).

“A partir do diagnóstico das cadeias de valor da bioeconomia, podemos ver o que não está sendo ofertado em formação. Ou seja, vamos verificar as potencialidades econômicas de cada região e definir o que pode ser ofertado de formação técnica para os alunos do ensino médio”, explica Conrado.

O especialista ressalta, ainda, que o projeto prevê não apenas a indicação do curso técnico de interesse para a localidade, mas também o suprimento de necessidades práticas para a execução dos cursos: “Ver o que faltaria de material didático e até mesmo de infraestrutura para que esses cursos possam ser implementados”, pontua.

Na avaliação de Conrado, o Pará possui uma série de demandas específicas e podem ser atendidas pela natureza das propostas. “Temos os desafios da distância, da infraestrutura geográfica, do saneamento - o Marajó é uma referência importante para outras regiões do estado. Por isso acreditamos que os projetos Saneamento nas Escolas e Bioeconomia possam atender essas dificuldades”.

De acordo com os representantes do banco, as iniciativas estão em estágios iniciais de andamento, ainda em fase de abertura de editais para empresas que executarão as obras, na prática: “Com o bom exemplo do Marajó, a gente começa fazendo a seleção do executor. Temos até junho para receber as propostas de seleção do executor para depois fazer o diagnóstico em campo e, aí sim, fazer a execução dos projetos”, explica Conrado.

Ao todo, o BNDES tem sete projetos com previsão de execução ao longo deste ano, além dos já citados: a Iniciativa Água nas Escolas, com a implantação de tecnologias sociais de acesso à água em todos os estados do Nordeste (investimento total: R$ 40 milhões); o Fundo Socioambiental, com chamada permanente para projetos que visam a melhoria do processo pedagógico, gestão das escolas e uso aplicado da tecnologia em 15 redes estaduais e 350 municipais de educação (investimento total: R$ 160 milhões); a Iniciativa Educação Conectada, de apoio ao uso pedagógico da tecnologia na rede pública de 6 estados e 11 municípios, sendo Tocantins o únido do norte até o momento (investimento total: R$ 49 milhões); o Projeto Piloto em Estruturação, voltado para creches de Recife (investimento total: R$ 200 milhões) e o projeto de Inclusão Produtiva - Matchfunding, em parceria com o Instituto Votorantim, entre outros, para apoiar a inclusão produtiva de empreendedores e statups em regiões carentes (investimento total: R$ 40 milhões).

Conrado Leiras ressalta que, em geral, 50% dos investimentos são provenientes de parceiros, que poderão escolher em quais projetos aportar os recursos financeiros. “A ideia é induzir que esses investimentos sejam feitos em educação de forma qualificada. Assim, quem ganha é a sociedade”.

Pará
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