Mpox: Pará registra primeira morte por complicações da doença

O paciente tinha outras doenças e comorbidades que teria agravado o quadro de Mpox, como aponta a nota técnica da Sesma

Fabyo Cruz
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O Pará registrou a primeira morte por complicações de Mpox - doença anteriormente chamada de monkeypox ou varíola dos macacos. O caso foi divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), na tarde desta quinta-feira (5). A vítima é um homem, maior de 18 anos, que estava internado desde 25 de dezembro de 2022, no Núcleo Hospitalar de Epidemiologia (NHE), do Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14, no bairro do Umarizal, em Belém.  O paciente faleceu no dia 3 de janeiro de 2023.  

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Segundo a Sesma, o homem, residente no bairro do Una, apresentava sintomas como calafrios, cefaleia, coriza, dor nas costas, edema peniano, erupção cutânea, febre, fraqueza muscular, lesão anal, lesão cutânea, lesão genital, lesão oral, náuseas, peso diminuído e visão turva. A equipe do Cievs deslocou-se até o hospital, e na ocasião foi iniciada a investigação e realizadas coletas para suspeita de Mpox  e diagnóstico diferencial. 

No momento da investigação e coleta, o paciente encontrava-se em leito de enfermaria/isolamento, consciente, orientado, eupneico em ar ambiente, com humor deprimido, além de outros sintomas importantes. Ele foi notificado e submetido a testes rápidos para HIV 1 e 2, sífilis, hepatite B e hepatite C (não reagente), além de realizadas coletas para Mpox e diagnóstico diferencial para varicela, sífilis e herpes vírus. As amostras foram enviadas para o Laboratório Central (Lacen) no mesmo dia da coleta, para serem analisadas pelo Instituto Evandro Chagas (IEC).

O Cievs foi informado pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar do Hospital Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, que na terça-feira (3), houve piora significativa no quadro do paciente, com desconforto respiratório importante e que o homem faleceu às 19h30 do mesmo dia. Entretanto, os resultados dos exames ainda não haviam sido liberados pelo Lacen.

A Sespa se manifestou por meio de nota sobre o caso. Leia abaixo na íntegra:

“A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informa que foi notificada, nesta quarta-feira (4), pelo município de Belém, sobre um óbito ocorrido em paciente confirmado para mokeypox. A secretaria informa, ainda,  que há 111 casos confirmados de Monkeypox no Pará, nos municípios de Belém, Ananindeua, Santarém, Marituba, Barcarena, Paragominas , Marabá, Acará, Benevides , Itaituba , Parauapebas e Portel.”

Onde procurar ajuda em Belém

Em Belém, 143 coletas foram realizadas para Mpox. Destas, 90  deram positivas, 7 estão em monitoramento, 82 foram curados e  houve 1 morte. A Sesma reforçou que a infecção por Mpox não se manifesta grave ou leva à morte em mais de 90% dos casos registrados mundialmente. No entanto, o paciente em questão era portador de outras comorbidades e que pode ter sido o motivo da infecção por Mpox ter se manifestado de forma mais agressiva. 

A pasta orienta, ainda, que aqueles indivíduos que apresentem sinais e sintomas compatíveis para Mpox como pequenas lesões em pústulas em qualquer parte do corpo, acompanhadas de febre, dor muscular, dor de garganta, fraqueza e ínguas pelo corpo podem procurar as unidades de referência do município de Belém para diagnóstico de monkeypox. 

As unidades de referência para diagnóstico da doença são: Unidade Municipal de Saúde (UMS) Icoaraci, Satélite e Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA). Mais informações pelo Plantão Monkeypox Cievs/Belém: (91) 98982-9456.

Pará
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