Varíola dos macacos: OMS renomeia doença para 'mpox' e Pará chega a 90 casos confirmados

Em 13 dias, total de casos subiu de 81 para 90. Belém registra 65 ocorrências, e há um caso suspeito em investigação no Estado

Eduardo Rocha
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O Pará registra 90 casos confirmados da doença mpox (nova nomenclatura em substituição à varíola dos macacos), como informa a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) nesta segunda-feira (28). No dia 15 deste mês, ou seja, há 13 dias, eram 81 ocorrências no Estado, indicando que houve um aumento de 9 casos nesse período.

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A partir dos dados repassados pela Sespa, verifica-se que Belém é o município com maior ocorrência da mpox.

Veja os municípios no Pará com casos de mpox

  • Belém - 65 casos,
  • Ananindeua - 12 casos,
  • Santarém - 4 casos,
  • Marituba - 2 casos,
  • Barcarena - 1 caso,
  • Paragominas - 1 caso,
  • Marabá - 1 caso,
  • Acará - 1 caso,
  • Benevides - 1 caso,
  • Itaituba - 1 caso,
  • Portel - 1 caso.

Casos suspeitos e descartados

Outros 117 casos foram descartados um caso suspeito está sob investigação. "O acompanhamento e monitoramento dos pacientes são feitos pelas secretarias de saúde municipais", completa a Secretaria.

No dia 15 deste mês, a capital paraense tinha 57 casos e teve, então, um aumento de 8 casos para chegar nos atuais 65. Ananindeua apresentava 11 casos e agora tem 12 - aumento de 1 caso; Santarém mantém 4 casos registrados; Marituba permanece com 2 casos, e seguem com 1 caso registrado Barcarena, Paragominas, Marabá, Acará, Benevides, Itaituba e Portel. Do dia 15 até o dia 28, nesta segunda-feira (28), são 11 municípios paraenses com registro de mpox.

Especialista pede atenção

Esse aumento de casos nos municípios do Pará, um estado distante geograficamente dos centros econômicos do país, como São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, em cujos aeroportos a doença chegou ao Brasil por meio de pessoas que estiveram em países da Europa, indica a disseminação da mpox em solo brasileiro. Essa observação é do pesquisador e infectologista Alexandre Naime, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), que recentemente esteve em Belém, participando do 57º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (Medtrop), no Hangar Centro de Convenções & Feiras da Amazônia.

Como acontece a transmissão

Alexandre Naime alerta que a principal via de transmissão da mpox é sexual (contato pele a pele), e que a doença também pode ser transmitida por meio de gotículas de saliva e compartilhamento de objetos de uso pessoal, como talheres e toalhas.

Quais são os sintomas e o que fazer

Quem apresentar sintomas compatíveis com a doença, como vermelhidão na pele ou lesões nas regiões genitais, causando inchaço na área e bolhas, deve procurar atendimento médico, isolar-se até as lesões cicatrizarem. Devem adotar o uso de máscara e não manter relações sexuais.

A umidade e a transpiração características do clima amazônico não constituem fatores de risco para a mpox, porque não é o suor que contamina, mas, sim, o contato pele a pele, como orienta o especialista. Deve-se evitar aglomerações.

OMS adota nova nomenclatura para a doença

Comunicado da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta segunda-feira (28) recomenda a adoção do nome mpox para a varíola dos macacos. Segundo a entidade, a alteração é importante para evitar o uso de linguagem racista e estigmatizante. Determinadas comunidades têm reclamado do uso do nome da doença de maneira depreciativa e racista. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o comunicado, “em vários encontros, públicos e privados, um número de indivíduos e países aumentaram suas preocupações e pediram à OMS para propor uma maneira de mudar o nome”. A proposta é que, por um período de um ano, os dois nomes sejam usados até que o termo “varíola dos macacos” seja abandonado. A escolha por mpox se deu por poder ser usado em vários idiomas

“A OMS adotará o termo mpox em suas comunicações e encorajará outros a seguirem essas recomendações, para minimizar os atuais impactos negativos do atual nome e para adoção do novo nome”, reforça a Organização.

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