Onça-pintada paraense é a primeira de sua espécie a passar por transfusão de sangue no Brasil; veja
O felino nascido no Pará, que possui uma doença renal crônica, é visto como um animal tranquilo que gosta de passar horas descansando sobre a sombra
Com o propósito de salvar a vida do felino paraense chamado "Jack", o Zoológico de São Paulo e a Unesp de Botucatu realizaram, pela primeira vez, uma transfusão de sangue entre onças-pintadas já registrada no Brasil. Ao longo do procedimento, Ruana, uma fêmea de quatro anos do Simba Safari, cedeu 800 ml de sangue para salvar Jack, um macho de 18 anos que luta contra uma doença renal crônica.
O procedimento marcou um avanço na medicina animal e foi considerado um sucesso pela equipe veterinária devido a ambos os felinos reagirem bem. Enquanto Ruana já retornou à rotina, Jack também já apresentou melhora na alimentação e postura. Agora, o animal paraense seguirá sob monitoramento constante em Botucatu (SP), onde ele deverá iniciar sessões de hemodiálise para auxiliar e estabilizar a função renal.
“O Jack vai ficar aqui até se estabilizar, ele está se recuperando aos poucos. Estamos fazendo um tratamento por aqui, sempre mantendo contato com o Zoo de Sorocaba para a tomada de decisões (...) "O que a gente consegue agora é garantir bem-estar e saúde para ele, dentro do que é possível e do que o organismo dele consegue responder", disse o médico veterinário Gabriel de Camargo em entrevista ao portal G1.
VEJA MAIS
Jack é a 1ª onça-pintada a passar por transfusão de sangue no Brasil
A onça-pintada "Jack" é considerada um macho idoso. Nasceu em 2008 no Pará, mas foi tranferido ao Zoo de Sorocaba em abril de 2023 para fazer companhia à Vitória, uma fêmea com hidrocefalia que vive no zoológico há 14 anos. Pelos cuidadores do zoológico, o felino paraense é sempre visto como um animal tranquilo, que adora passar horas descansando sobre a sombra e que não gosta de entrar na água.
O médico veterinário Gabriel Correa de Camargo revelou ainda que Jack é um animal muito comunicativo e que costuma interagir com frequência com a equipe que cuida diariamente dele no zoológico. "Ele é relativamente dócil. Quando a gente chega perto, ele vem cheirar, interagir. É um animal acostumado à presença humana, o que é muito bom, porque facilita o manejo”, destacou o médico em entrevista ao portal G1.
Logo, Jack levava uma vida normal até ser diagnosticado com uma doença renal crônica e não ter condições de iniciar a hemodiálise, foi então que a equipe veterinária decidiu inovar e recorrer ao sangue da onça-pintada saudável. Foi então que, no dia 13 de março, os médicos realizaram o procedimento de transfusão do felino com sucesso, no Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens (Cempas), em Botucatu (SP).
(Victoria Rodrigues, estagiária de Jornalismo, sob supervisão de Vanessa Pinheiro, editora web em Oliberal.com)
Palavras-chave
COMPARTILHE ESSA NOTÍCIA