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Obras da nova ponte rodoferroviária aquecem mercado de trabalho

O Sistema Nacional de Emprego (Sine) vive um boom de procura por emprego em empreiteiras

Tay Marquioro

Em seu passado recente, Marabá tem a história permeada por grandes investimentos e projetos em vários setores. Logística, siderurgia, mineração são apenas alguns mais expressivos. Agora, a cidade revive a sensação bem familiar da expectativa por mais uma grande obra: uma nova ponte rodoferroviária sobre o Rio Tocantins. O projeto foi confirmado pela Vale em abril deste ano e, desde então, vem causando burburinho na região. O escritório do Sistema Nacional de Emprego (Sine) é o retrato da avidez da população pelo início das obras. 

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Em uma recepção lotada, encontramos o operador de máquinas pesadas Erinaldo Vieira. Embora seja filho de Marabá, ele confessa que as dificuldades o levaram a tentar a vida em outras terras. "Ultimamente tenho trabalhado mais em Parauapenas e Canaã dos Carajás, por exemplo, onde tem mais oportunidades para quem trabalha na minha área. Aí eu cheguei de viagem ontem e, como já tinha conhecimento sobre o projeto da nova ponte, vim aqui procurar saber das vagas", conta. 

O aumento da procura da população pelas vagas ofertadas no Sine se confirma pelo número de encaminhamentos feitos pelo órgão. De acordo com a coordenação do serviço, no último mês de junho, houve o preenchimento de 93 vagas. Já em julho, esse número passou de 300 vagas preenchidas. "Esse boom que nós temos observado aqui tem muito a ver com a construção da nova ponte rodoferroviária e com o compromisso da empresa empregadora de priorizar a contratação de mão-de-obra local", afirma o coordenador do Sine, Reinaldo Oliveira.

O aquecimento provocado pelo projeto da segunda ponte sobre o Rio Tocantins não se restringe apenas ao mercado de trabalho. O comércio de produtos e serviços também tem se preparado para atender as demandas da obra, em um diálogo que conta com a mediação da Associação Comercial e Industrial de Marabá (ACIM) junto à Vale. "Nós iniciamos as tratativas com a Vale há mais de um ano e a mineradora tem se mostrado parceira da ACIM para que a gente consiga fazer um trabalho de inserção do fornecedor local nesse projeto", revela João Tatagiba, presidente da entidade. "Nós já recebemos por três vezes os executivos da Vale para uma conversa com as empresas, conhecer os empresários, orientar e cadastrar fornecedores. Então as nossas expectativas são muito boas".

As obras

O projeto capitaneado pela Vale consiste na construção de duas novas pontes sobre o Rio Tocantins, uma de tráfego exclusivamente rodoviário e outra exclusivamente ferroviário. Após a inauguração, cada uma deve ter 2.300 metros de extensão. Segundo informações da Vale, as duas estruturas ampliarão tanto a capacidade de transporte de minério e outras cargas como desafogarão o trânsito rodoviário na ponte que existe atualmente sobre o Rio Tocantins.

A ponte rodoferroviária que existe hoje é a única ligação entre os núcleos Nova Marabá e São Félix. Na parte rodoviária, cada sentido conta com apenas uma faixa destinada ao tráfego de veículos e, no centro, passam os trilhos da Estrada de Ferro Carajás, operada pela Vale. Corriqueiramente, qualquer veículo parado na ponte, seja em virtude de colisões ou panes, causa um engarrafamento quilométrico no local e transtornos para toda a cidade. 

Ainda de acordo com a Vale, o pico das obras está previsto para o segundo ano de execução do serviço, quando devem ser gerados 1.600 empregos na construção civil. Ainda neste mês de agosto, iniciam serviços preliminares, como a construção de canteiros e terraplanagem. 

De acordo com informações do Correio de Carajás, o projeto prevê que a nova ponte rodoviária deve ficar a cerca de 300 metros de distância da atual. A nova estrutura será toda metálica e as faixas de veículos terão 3,60 metros de comprimento, acostamento de 2,50 metros, 60 centímetros de faixa de segurança, passeio de 1,5 metro e plataforma total de 17,80 metros de largura. A ponte será iluminada e contará com sistema de monitoramento por câmera 24 horas.

 

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Pará
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