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Naufrágio na Ilha de Cotijuba: prefeito de Belém já está no local acompanhando resgate das vítimas

A embarcação afundo nas proximidades da praia da Saudade, na ilha e Cotijuba, em Belém

O Liberal

O prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, chegou na Unidade Pedagógica da Feveira/Cotijuba no início da tarde de quinta-feira (8) para acompanhar o resgate das vítimas do naufrágio na ilha de Cotijuba, nas proximidades da praia da Saudade. 

Nas redes sociais, o gestor municipal prestou solidariedade às vítimas. “Estou a caminho do local onde, segundo informações, um catamarã da linha Marajó-Belém naufragou nesta manhã. Estamos garantindo todo o apoio necessário para as vítimas. Toda solidariedade é fundamental neste momento”, disse na publicação.

Ajuda da Prefeitura de Belém

O resgate das vítimas do acidente com uma lancha que saiu da ilha do Marajó em direção a Belém está sendo feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por meio de ambulhanchas e ambulâncias. O direcionamento inicial é para a Unidade Básica de Saúde (UBS) de Cotijuba e para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Icoaraci e UBS da Marambaia. 

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Segup confirma 14 mortes

A Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) confirma o registro de mortes no caso da embarcação que naufragou aos arredores da ilha de Cotijuba, em Belém. Até o momento, 14 mortes foram confirmadas. Entretanto, o número de vítimas ainda é contabilizado e pode aumentar. No total, 70 pessoas estavam na lancha e 30 já foram resgatadas.

A Fundação Escola Bosque (Funbosque) disponibilizou a Unidade Pedagógica da Faveira/Cotijuba para ponto de apoio às vítimas do acidente. A Funbosque também ofereceu um ônibus e uma embarcação paras as famílias. 

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Moradores tentaram salvar tripulantes 

Imagens gravadas por câmeras de celulares mostram momentos em que moradores da Ilha de Cotijuba, em Belém, tentam socorrer os tripulantes da embarcação que naufragou. Algumas cenas mostram várias pessoas, entre crianças e adultos, sendo trazidas à terra firme em pequenos barcos, algumas já sem vida.

Relato de um dos sobreviventes

A reportagem recebeu relatos de pessoas que estavam na embarcação no momento do naufrágio. Os testemunhos são de que haviam poucos tripulantes na embarcação.

"Tinha pouco tripulante e tinham deixado a sala de máquina aberta. Eles foram verificar o que tinha acontecido e a maresia aumentando. Afundou tudo", relata uma das passageiras. Ela ainda afirma que é possível que muita gente ainda esteja presa na lancha, que afundou por completo. Aos prantos, ela conta que não conseguiu salvar uma pessoa.

"Eu fui uma das últimas a me jogar, não tive tempo de colocar o colete. Quando eu me joguei (na água), uma mulher me puxou por aqui (pelo pescoço). Tentei puxar..", diz, lembrando do ocorrido.

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"Foi rápido que ela emborcou para o outro lado"

Sobrevivente do naufrágio da embarcação em Cotijuba, Edinelson Ribeiro, 43 anos, relatou que o acidente foi causado por um problema no eixo da embarcação. “....O comandante foi lá. Mandou todo mundo ter calma. Ele não teve culpa”, contou.

E acrescentou: “Quando ele viu que o problema foi no eixo, ele falou: ‘pessoal, respira fundo e calma’. E começaram a pegar os coletes salva-vidas. Colete tinha bastante. Eu fiquei sentado lá na minha janela. Só que, na parte de sair, como começou a encher rápido a água lá atrás, o pessoal foi tudo pra frente.... Só que não deu tempo. Foi rápido que ela emborcou para o outro lado”.

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Edinelson disse que os passageiros que estavam na parte da frente da embarcação foram caindo uns em cima dos outros. “Quando ela virou....foi rápido. Eu saindo pela janela...”, contou ele, mostrando um machucado no peito. “Fico triste. Tem sete corpos. Chegaram mais dois corpos. Apareceram lá na praia. A lotação veio 74 pessoas só. Não veio 130 pessoas. Realmente foi uma fatalidade. Crianças faleceram. Não saíram (da embarcação). Não teve como salvar”.

Pará
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