Mortes por Aids no Pará crescem 50% em 10 anos

Ao longo da década, óbitos passaram de 357 em 2007 para 649 em 2017

Thiago Villarins

O coeficiente de mortalidade por aids aumentou 50% no Pará em dez anos. Segundo os dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde, a taxa de mortalidade passou de 5,2 em 2007 para 7,8 óbitos por 100 mil habitantes em 2017. Elevações maiores neste período só foram observados nos Estados do Rio Grande do Norte (201%), Acre (115%), Amapá (85%), Alagoas (65%) e Tocantins (53%). Em todo o País, foi anotada uma redução de 14,3%.

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Em números absolutos o aumento no Pará chega a 81,7% ao longo dessa década, passando de 357 mortes por aids em 2007 para 649 óbitos em 2017. A notícia boa é que o ano passado registrou a primeira redução anual no número de óbitos, desde o início da série histórica, iniciada em 1980. Em relação a 2016, quando o Estado alcançou o seu maior registro de mortes por aids (669), houve um decréscimo de vinte óbitos (-2,9%). Naquele ano, o coeficiente de mortalidade foi de 8,0 mortes a cada 100 mil (-2,5%). 

Em Belém, a taxa de mortalidade cresceu 15,3% entre 2007 e 2017, aumentando de 11,1 casos para 12,8 casos a cada 100 mil. Já na comparação com 2016, quando o indicador alcançou 17,2/100 mil, foi anotada uma redução de 25,5%. No geral, Belém é a quinta capital com maior incidência de mortes de pessoas com aids. No topo aparece Porto Velho, com 23,7/100 mil; seguido por Rio Branco (16,0), Manaus (13,6) e Boa Vista (13,0).

O Boletim traz o aumento no Pará da transmissão vertical do HIV, quando o bebê é infectado durante a gestação. A taxa de detecção de HIV em bebê aumentou em 6,6% entre 2007 e 2017, subindo de 3,0 casos para 3,2 por cada 100 mil habitantes. Em relação a 2016, o movimento foi de queda da ordem de 21,9% - era 4,1 casos por 100 mil. Em números absolutos, foram 25 registros em 2007; 31 em 2016; e 24 em 2017.

Óbitos por causa básica aids no Pará

2007: 357

2016: 669

2017: 649

Coeficiente de mortalidade por aids (por 100.000 hab.) no Pará

2007: 5,2

2016: 8,0

2017: 7,8

Fonte: Ministério da Saúde

 

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