Implanon grátis no Pará: veja quem tem direito e onde solicitar o contraceptivo

Contraceptivo de longa duração já está disponível em 43 municípios; saiba quem pode conseguir pelo SUS

Hannah Franco
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O Implanon de graça no Pará já é realidade em 43 municípios do Estado. O implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel 68 mg passou a ser ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) como parte da estratégia do Ministério da Saúde (MS), com coordenação logística da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).

O método, considerado de longa duração e alta eficácia, atua por até três anos e tem como objetivo ampliar o acesso ao planejamento reprodutivo e prevenir gestações não planejadas. Na rede privada, o custo do implante pode variar entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. No SUS, o procedimento é gratuito.

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Quem tem direito ao Implanon de graça no Pará

Nesta primeira etapa, o método está sendo ofertado a:

  • Adolescentes de 14 a 17 anos;
  • Mulheres de 18 a 49 anos;
  • Mulheres em situação de vulnerabilidade social.

A oferta ocorre na Atenção Primária à Saúde (APS) e em ambulatórios de referência. Segundo o governo estadual, o Pará recebeu mais de 21 mil unidades do implante nesta fase inicial.

Como retirar o Implanon pelo SUS em Belém

Para conseguir o contraceptivo Implanon pelo SUS em Belém, a paciente deve:

  1. Procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma Usina da Paz;
  2. Passar por consulta de planejamento familiar;
  3. Receber encaminhamento para inserção do implante.

A inserção pode ser realizada gratuitamente nas unidades estaduais de referência, como a Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, o Hospital da Mulher Nossa Senhora de Nazaré e a Unidade de Referência Especializada Materno-Infantil e Adolescente (UREMIA).

A logística de distribuição segue o fluxo já estabelecido pela Sespa, e a oferta depende da existência de profissionais habilitados para realizar o procedimento.

Municípios do Pará que já oferecem o Implanon

Nesta etapa, 43 municípios com população igual ou superior a 50 mil habitantes foram contemplados. Entre eles estão:

  • Abaetetuba
  • Acará
  • Alenquer
  • Altamira
  • Ananindeua
  • Baião
  • Barcarena
  • Belém
  • Benevides
  • Bragança
  • Breves
  • Cametá
  • Canaã dos Carajás
  • Capanema
  • Capitão Poço
  • Castanhal
  • Dom Eliseu
  • Igarapé-Miri
  • Itaituba
  • Itupiranga
  • Juruti
  • Marabá
  • Marituba
  • Monte Alegre
  • Moju
  • Novo Repartimento

A meta é ampliar gradualmente o acesso ao método nos 144 municípios paraenses.

image O Implanon pode ser indicado para adolescentes, mulheres que nunca engravidaram (Ministério da Saúde)

O que é o implante subdérmico contraceptivo

O Implanon é um pequeno bastão de plástico com cerca de quatro centímetros de comprimento e dois milímetros de diâmetro. Ele contém 68 mg de etonogestrel, hormônio liberado continuamente na corrente sanguínea. O método impede a ovulação e altera a secreção do colo do útero, dificultando a entrada de espermatozoides.

Pode permanecer no organismo por até três anos. Após esse período, deve ser retirado, podendo um novo implante ser inserido imediatamente pelo SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção. A inserção e a retirada são feitas por profissionais habilitados das áreas de enfermagem ou medicina, em procedimento simples e rápido.

Outros métodos contraceptivos disponíveis no SUS

Atualmente, o SUS oferece uma variedade de opções contraceptivas, como:

  • preservativos externo e interno;
  • DIU de cobre;
  • anticoncepcional oral combinado;
  • pílula oral de progestagênio;
  • injetáveis hormonais mensal e trimestral;
  • laqueadura tubária bilateral;
  • vasectomia.

Entre esses, apenas o DIU de cobre é classificado como LARC, contraceptivo reversível de longa duração. Com a chegada do Implanon, mais mulheres terão acesso a métodos de longa ação que não dependem de uso contínuo, ampliando a autonomia no planejamento reprodutivo.

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