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Governo do Pará garante cidadania a pessoas com autismo com 7 mil atendimentos diferentes

300 usuários são atendidos a cada mês com diversos serviços terapêuticos

O Liberal

O Núcleo de Atendimento do Transtorno do Espectro Autista (Natea) completa seis meses de funcionamento. O espaço já contabilizou quase 7 mil atendimentos. O Natea oferece serviços multiprofissionais, que auxiliam no desenvolvimento de pessoas com autismo. A cada mês, o Natea atende cerca de 300 usuários, no Centro Integrado de Inclusão e Reabilitação (CIIR), em Belém.

Os atendimentos são realizados por médicos especialistas e uma equipe multiprofissional, que enfatiza a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e outras evidências científicas. Nos últimos anos, o Pará avançou na adoção de políticas públicas voltadas a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), por meio de ações inclusivas que integram a Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Peptea), instituída pela Lei nº 9.061, sancionada em maio de 2020 pelo governador Helder Barbalho.

“Avalio o trabalho realizado pelo Natea nesses seis meses de forma positiva. Não havia no Estado nenhum serviço de saúde que prestasse atendimento qualificado ao autismo, baseado nas maiores evidências científicas. Estamos provendo aos usuários assistência em análise do comportamento aplicada, terapia de integração sensorial, musicoterapia, educação física adaptada e outras intervenções multiprofissionais”, informou a coordenadora estadual de Políticas para o Autismo, Nayara Barbalho.

Segundo a coordenadora, há o objetivo de expandir o serviço para outros municípios. “A ideia é que o espaço Natea ou as práticas com evidências científicas realizadas no Núcleo possam ser descentralizadas e regionalizadas para outros municípios-polos. Portanto, já realizamos articulações com gestores de municípios que já apresentaram demandas, como a iniciativa das Carteiras de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA)”.

 

Documento amplia direitos

A Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), emitida pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), é um documento para que pessoas com autismo possam ter prioridade no atendimento em serviços públicos e privados, em especial nas áreas de saúde, educação e assistência social. A carteira também propiciará a primeira base de dados sobre o autismo no Pará.A coordenadora do Natea citou outras ações já realizadas pelo Estado.

“Continuamos trabalhando com os cadastros das CIPTEAs para ampliar a primeira base de dados sobre autismo no Estado; com emissão de Registros Gerais (RG), em parceria com a Defensoria Pública; capacitação em andamento, em parceria com a Escola de Governança Pública do Estado do Pará, por meio do Projeto Capacitar para Incluir, para sete municípios, ações de saúde, cidadania e educação, no âmbito do Projeto CEPA pelo Pará, e capacitação de servidores municipais e estaduais. Além disso, estamos atualmente trabalhando na elaboração de alguns documentos oficiais da Coordenação Estadual de Políticas para o Autismo, como manuais de orientações e informativos”, conclui Nayara Barbalho.

“Depois que meu filho iniciou a terapia aqui no Núcleo de Atendimento do Transtorno do Espectro Autista (Natea), ele já desenvolveu uma forma de comunicação, já tem autonomia, aprendeu a apontar para o que quer. Antes eu que decidia tudo por ele. O atendimento aqui é excelente. Venho feliz todos os dias de Vigia porque eu vejo resultado na vida do meu filho”, contou Frígia Sarmento, mãe de Ivo Antonio Sarmento, 8 anos. O menino começou a apresentar sinais de autismo ainda bebê, quando demorou muito para andar e falar.

Ivo foi diagnosticado com autismo aos 4 anos e iniciou algumas terapias na rede particular de saúde, mas a família não tinha condições de dar continuidade ao tratamento. Quando soube do atendimento oferecido pelo Natea, a família buscou mais informações sobre o serviço. "Pesquisei na internet e segui todos os passos. Fiquei na fila de espera, e logo o Ivo foi chamado e conseguiu atendimento”, disse a mãe do menino.

Pará
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