Copa do Mundo tende a aumentar em até 8% as chances de problemas cardíacos; entenda o motivo

Tipos de alimentação, como a típica do Pará, podem aumentar as chances de infarto

Camila Azevedo

Qualquer estresse, físico ou emocional, pode causar um infarto do miocárdio e essa situação tende a ser agravada em eventos como a Copa do Mundo. É o que diz um estudo recente da Universidade de São Paulo (USP), que teve o campeonato de 2018, na Rússia, como referência para analisar que o problema cardíaco aumenta a incidência de 4% a 8% nos brasileiros durante o torneio. A culinária rica do Pará também é propensa para que as chances dessa situação sejam realidade, caso não haja equilíbrio, uma vez que fatores alimentícios estão intimamente ligados à formação dos coágulos nas artérias. 

A Copa deste ano será realizada no Catar, entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro. São mais de 60 partidas programadas para o torneio e 32 seleções participantes. Uma série de fatores pode estar envolvida para que o aumento de casos de infarto aconteça, entre eles: a emoção de ver um time jogando e o consumo exagerado de carboidratos, substâncias que, em excesso, tendem a formar placas de gorduras nas artérias e obstruir a passagem sanguínea. O resultado desse processo pode ser súbito e intenso, tendo chances de levar o paciente à morte. 

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Outros agentes compõem o cenário. O médico cardiologista Rodrigo Souza destaca que hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e sedentarismo estão entre as doenças que provocam aumento da oportunidade de infarto. “Sedentarismo e obesidade andam de mãos dadas. Falamos de histórico familiar, de pessoas na sua família que já tiveram problemas cardíacos. Então, controlar bem os fatores de risco, né? O que a gente colocou aqui seria o fundamental e evitar os excessos. Ou seja, o estresse emocional da Copa do Mundo é o que pode levar a essa exacerbação”, disse.

Bebida alcoólica, ingestão de guloseimas, petiscos e carnes com excesso de sal para temperar agravam a situação do indivíduo. “Porque costuma descompensar a pressão. E, aí, pode propiciar com que ele venha a ter um infarto. Essa é uma emergência médica que precisa ser resolvida o quanto antes. Temos uma janela de tempo de até 12h, mas o ideal é que a gente faça isso em até 3h. As chances de recuperação daquele músculo são maiores. Se você tiver uma suspeita de uma obstrução total da artéria do coração você tem que fazer um cateterismo cardíaco”, ressalta o médico. 

Dor no peito é sinal de alerta, diz cardiologista

Nem todos os sintomas do infarto são clássicos. Rodrigo Souza pontua que a dor no peito seria o principal sintoma para acender o alerta de urgência. “É aquilo que mais chama atenção. Normalmente, no centro do peito, como se fosse um aperto, uma pressão, como se tivesse um peso em cima. Associado a isso, a respiração começa a ficar mais difícil. Você pode sentir palpitações, coração acelerado, pode, até, suar frio, aquele suor intenso e gelado. Com isso, pode ter desmaios. Às vezes, cai a pressão e a depender do tipo de infarto, você pode ter quadros de hipotensão”, relata. 

Refluxo e gastrites mais intensas podem estar acompanhadas destes sintomas, mas se eles aparecem por um fator causal, como os jogos da Copa do Mundo, procurar por atendimento médico é o indicado. “Se você sentiu essa dor opressiva e essa dor corre para a mandíbula do lado esquerdo, pescoço do lado esquerdo ou para o ombro esquerdo, podendo ou não correr pelo braço, chama atenção. É a única causa desse tipo de dor? Não. Tem outras dores de outras estruturas que também causam isso. O sistema gastrointestinal e a parte gástrica podem ser bastante penalizadas em momentos de estresse emocional”, considera Rodrigo.

Culinária paraense pode estar relacionada

Existe uma ingestão maior de carboidratos nas comidas típicas do Pará, outro fator determinante para o acúmulo de gordura nas artérias. “O nosso açaí nunca vem sozinho. Se fosse só o açaí, ele é super benéfico, protetor, tem uma série de substâncias que protegem o coração. Porém, ele vem com farinha, açúcar, peixe frito, camarão e charque. Muitas vezes, ele está bem salgado, fica mais gostoso assim. Enfim, então, esses alimentos têm um alto teor calórico e podem levar a alterações que a gente chama de alterações metabólicas. A nossa alimentação, por ser mais rica em calorias, acaba sendo mais propensa a esses pacientes terem distúrbios”, conclui o doutor.

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