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Combate à Tuberculose: Pará registrou mais de 4 mil casos da doença em 2021; saiba sobre tratamento e cura

Dia Mundial de Combate à Tuberculose chama atenção para a prevenção e tratamento adequado, para evitar as formas resistentes da doença

Emanuele Corrêa

A tuberculose é uma doença infecciosa, transmissível e causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, mas tem tratamento e cura. No Estado do Pará, somente em 2021, foram registrados 4.133 casos da doença e 238 óbitos por tuberculose. Comparado com 2020, houve uma redução, quando os dados apontavam para 4.288 casos. O dia 24, é considerado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose e chama atenção para a prevenção, mas principalmente para o tratamento adequado, para evitar as formas resistentes da doença.

As medidas de prevenção começam no nascimento, com a vacinação de crianças de zero a quatro anos com a BCG, que evita as formas graves da doença. Apesar da forma pulmonar ser a mais comum, a doença afeta também ossos, rins e meninges - membranas que envolvem o cérebro.

O médico pneumologista, Rubens Tofolo Júnior relembra que a tuberculose teve um pico na década de 80 e 90 e que o desafio atual é conter o avanço da doença. Apesar de se manifestar de maneira infecciosa, com o tratamento adequado a doença tem cura. Por isso, o especialista pede atenção aos sinais de alerta.

"Manifesta-se por uma síndrome infecciosa, normalmente de curso crônico. A maioria dos pacientes apresentam febre, emagrecimento, sudorese (suor) noturna, adinamia (falta de disposição) e anorexia (falta de vontade de comer). 85% tem a forma pulmonar, o principal sintoma é a tosse, mas pode ter expectoração com hemoptóicos (raias de sangue) e 15% tem a forma extrapulmonar (sendo a tuberculose pleural a mais comum)", explicou.

Apesar de se manifestar de maneira infecciosa, com o tratamento adequado a doença tem cura. Por isso, o médico pneumologista, Rubens Tofolo Júnior pede atenção aos sinais de alerta. (Reprodução / Allan Bruno)

Importância do tratamento sem interrupção

O diagnóstico é feito por meio da pesquisa do bacilo da tuberculose com duas a três coletas pela manhã, mais raio-x e/ou tomografia do tórax. O tratamento é feito nas unidades básicas de saúde com medicação fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Cleison Martins, coordenador estadual do programa de tuberculose no Estado do Pará (Sespa) destaca os dois tipos de infecção, a Tuberculose manifestada e a fase latente da doença, mas diz que nos dois casos, os avanços no tratamento possibilitam maior adesão dos pacientes, continuidade e conclusão, evitando as formas graves da doença. "Os medicamentos estão diminuindo o tempo de duração de tratamento, tanto da tuberculose, quanto da infecção latente. O tratamento desta última era feito de 6 a 9 meses, hoje já temos um esquema de doses semanais, que o tratamento pode durar 3 meses, e vai ficar protegido. O que facilita a adesão ao tratamento", afirmou.

"Se está tossindo há mais de 3 semanas, procure o serviço de saúde. Investigar os contato próximos, para saber se não foram contaminados. Após 15 dias de tratamento a pessoa deixa de transmitir. Nosso objetivo é quebrar essa cadeia de transmissão. É importante concluir o tratamento, porque senão, ela vai selecionar os bacilos que vão se tornar resistentes ao tratamento e que vai exigir outras drogas, vai demorar mais a cura. O ideal é fazer a forma correta, com no mínimo 6 meses de tratamento, para quebrar a cadeia de transmissão", finalizou.

Maria Elias Silveira, é presidente da organização da sociedade civil organizada (ONG) e trabalha por meio de sensibilização a prevenção e, em caso de diagnóstico, a importância do tratamento. Ela utiliza a sua experiência em relação à doença, para relembrar que a cura é possível.

"O grupo de apoio solidariedade tem como estratégia de prevenção e sensibilização de populações em situação de rua, pessoas vivendo com HIV, trabalhadoras sexuais. Às vezes fica difícil tratar a saúde e mesmo trabalhando na prevenção da Tuberculose passei duas vezes por tratamento mas curei. É importante lembrar que além da Tuberculose pulmonar as outras extrapulmonares também precisam de um olhar de destaque, pois também afetam a saúde. Tuberculose tem tratamento, acolhimento e cura", finalizou.

Jocivaldo Santos Silva, 59 anos, teve tuberculose em agosto de 2006, os primeiros sintomas envolviam dificuldades para respirar, por isso, procurou atendimento médico. Ele conta que ficou internado por 10 dias e após o diagnóstico fez o tratamento correto, fundamental para a sua cura.

"Realizei uma punção para retirada do líquido pleural, então fui encaminhado para realizar exames específicos, quando fui diagnosticado com TB. Iniciei o tratamento convencional durante seis meses, seguindo as orientações cabalmente. Sendo que, já no primeiro mês recebi uma cura divina. Porém dei prosseguimento ao tratamento e, após finalizar o tratamento, foi constatada a cura total, para a glória do Senhor Jesus", comentou.

Serviço - Seminário “Dia Mundial de Combate à Tuberculose”

Para quem deseja saber mais sobre a temática, o Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) realiza programação alusiva à data, no auditório da Escola Técnica do SUS (Etsus), na Travessa Mariz e Barros, e no auditório da Sespa, na Travessa Lomas Valentinas, das 08h às 12h. A programação conta com ações de enfrentamento, terapias profiláticas, além de homenagens a quem está a frente das ações de enfrentamento.

Palavras-chave

Pará
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