Capanema ganha Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista

Este é o terceiro centro especializado entregue pelo Governo do Pará, para tratamento especializado da comunidade autista no território paraense

O Liberal
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O Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista (Natea) de Capanema será entregue pelo Governo do Pará neste sábado (22). A unidade funcionará dentro da Policlínica do Rio Caetés, para atender à comunidade autista da região. A população total do município do nordeste do estado chega a 500 mil pessoas. As atividades iniciam, oficialmente, em novembro, com 300 vagas para pessoas diagnosticadas. Os usuários poderão ingressar no serviço através do sistema de regulação estadual, correspondendo às diretrizes do Ministério da Saúde.

O núcleo contará com equipe multiprofissional, que oferecerá serviços especializados como a Terapia com base em Análise do Comportamento Aplicada (ABA), além de atendimento de Psicologia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional e Terapia Coletiva/Grupo. O Natea também vai oferecer um programa de treinamento para cuidadores e famílias dos usuários que serão atendidos pelo serviço. Este é o terceiro Núcleo de Atendimento ao Transtorno do Espectro Autista entregue pelo Governo do Pará. Outros 4 estão em obras nas regiões do baixo Amazonas, Xingu, Marajó e Carajás.

A iniciativa faz parte da implementação da Política Estadual de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), organizada pela Coordenação de Políticas para o Autismo (Cepa) da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).

A Secretaria de Estado de Saúde Pública explica que o principal objetivo desses equipamentos de saúde é a descentralização do atendimento, possibilitando que a população de diferentes regiões do estado tenha acesso às iniciativas sem precisar de grandes deslocamentos, fator este, fundamental para o melhor acolhimento das pessoas com autismo.

“Todas as policlínicas que estão sendo entregues pelo Estado terão um Natea. E está chegando o momento da população dessa região obter o atendimento nesse segmento. São iniciativas de inclusão social, em que estamos cumprindo a legislação e ao mesmo tempo assumindo um compromisso histórico com essa população antes tão desassistida”, enfatizou o secretário de Saúde do Pará, Rômulo Rodovalho.

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A possibilidade de conseguir assistência completa e perto de casa para o filho autista, trouxe esperança para a família de Nayara Oliveira, que mora em Capanema, município no nordeste estadual. Nicolas, de 4 anos, apresentou avanços depois de iniciar a terapia, em Belém. Mas a rotina de deslocamento para outra cidade comprometeu o tratamento da criança. A chegada do Natea, em Capanema, foi festejada pelos familiares do menino.

“Para mim, o Núcleo na nossa cidade é um presente. Com este centro aqui em Capanema, a minha filha menor vai poder estudar, o Nicolas vai para a escola e fazer um esporte nos dias que não tiver terapia. O Nicolas vai ter uma outra vida, não apenas terapia. A irmã dele e, nós, pais, vamos ter maior qualidade de vida também”, considera Nayara.

“Este projeto é um dos que transformou o estado do Pará em uma referência de política pública para o autismo no Brasil. Estamos muito felizes com esta entrega. É um espaço incrível, grandioso, com equipe especializada para a população da região dos Caetés. O que o Natea está nos oferecendo, nenhuma clínica particular tem. Eu, como mãe, estou tendo uma outra esperança”, reforça Nayara Barbalho, coordenadora de políticas para o autismo.

No Núcleo de Atendimento, profissionais de várias áreas da saúde vão trabalhar com as melhores práticas de assistência às pessoas com autismo, para trazer mais qualidade de vida para elas e suas famílias. É o que esperam Márcio e Rayane Medeiros. O casal está ansioso para o início das atividades no Núcleo. O filho deles, João Gabriel, de 10 anos, começou a fazer as terapias em Belém. Só que o tratamento foi interrompido por falta de recursos financeiros.

“A gente não conseguiu manter a rotina de sair toda semana do nosso município para a capital. Assim como a gente, muitas famílias estão na mesma situação. Então quando soubemos do NATEA aqui em Capanema, foi uma esperança muito grande pra gente”, comemora o pai.  

 

Pará
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