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Especialização em Autismo na UFRA começará em dezembro; vídeo

Professora Flávia Marçal, coordenadora do projeto, dá detalhes acerca dessa iniciativa aprovada pelo MEC

Eduardo Rocha

O Ministério da Educação (MEC) acaba de aprovar o projeto da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) de implantação do Curso de Especialização sobre Transtorno do Espectro do Autismo (Projeto TEA), a primeira a ser ofertada a partir da Rede Nacional de Formação de Professores (Renafor). Essa rede engloba mais de 25 universidades federais. A coordenadora do projeto, professora Flávia Marçal, em entrevista a O Liberal, fornece detalhes sobre essa iniciativa e adianta que que ele será iniciado em dezembro deste ano. Ela integra o grupo Mundo Azul, com 360 famílias com pessoas com autismo no Pará.

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Como se deu essa aprovação do curso de especialização em Autismo pelo MEC?

"Essa aprovação foi muito significativa porque será a primeira especialização em Autismo aprovada pela Renafor, composta por 25 universidades no Brasil todo e apenas a Universidade Federal Rural da Amazônia conseguiu lograr a aprovação de um projeto de especialização nessa área, somos pioneiros nessa área."

Quando e como vai funcionar essa especialização?

"Esse projeto já está aprovado, os recursos já foram descentralizados para a nossa Universidade, e deve começar a partir do mês de dezembro deste ano, com data prevista para a aula inaugural no dia 3 de dezembro, quando se comemora Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Serão ofertadas 300 vagas, divididas, a priori, entre seis municípios (em definição), onde nós iremos abordar os professores das redes municipais e estadual. Professores da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), com prioridade para o Ensino Fundamental."

Qual vai ser o conteúdo do curso? O que os professores irão assimilar nessa especialização?

"O objetivo desse curso é formar especialistas no tema do Autismo para atuar tanto no atendimento educacional especializado quanto na sala de aula comum; o objetivo é que eles possam fazer da educação efetivamente uma porta de entrada para direitos, uma vez que é nessa escola, nesse ambiente escolar, que as pessoas com autismo encontram muitas vezes as maiores dificuldades que as impossibilitam, por exemplo, de entrar no mercado de trabalho, conseguir acessar direitos culturais, direitos de saúde."

Professora Flávia Marçal (Cristino Martins / O Liberal)

 

O que motivou a implantação desse curso, como parte de ações da Ufra voltadas para pessoas com deficiência?

"Bem, primeiramente, eu não posso deixar de considerar que tenho uma questão pessoal que envolve essa temática. Eu sou mãe de uma pessoa com autismo, ele tem 11 anos. Então, eu também sou professora da Universidade, e nós começamos a receber alunos com esta condição dentro da instituição. E eu me dei conta do quanto há uma falha na formação de nós, professores, para fazermos esse processo de inclusão; por outro lado, como também sou advogada, existem hoje legislações que determinam o dever que nós, servidores públicos, professores, temos que ter. Esses foram dois pontos que me levantaram muito para essa questão. Hoje, há cerca de 10 mil estudantes na rede estadual de ensino que são público-alvo da educação especial. Desses, entre 2 mil e 2.500 são pessoas com autismo ( a partir de dados da Seduc)."

Qual o maior desafio no atendimento a uma pessoa com autismo, um estudante?

"A pessoa com autismo tem dificuldade do ponto de vista comunicacional e nas habilidades sociais. Nós temos três níveis de pessoas com autismo: nível I, II e III, que variam entre si de acordo com o grau de suporte que eles necessitam. Esses são dois pontos essenciais que qualquer pessoa que faça atendimento à pessoa com autismo deve conhecer, e muitas vezes não é isso o que acontece em sala de aula."

Belém
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