Belém elabora plano para enfrentar calor extremo e efeitos do Super El Niño
Iniciativa de 35 órgãos municipais, estaduais e federais visa prevenir e adaptar a cidade aos efeitos previstos do fenômeno climático.
Representantes de 35 órgãos municipais, estaduais e federais se reuniram nesta semana. O objetivo foi avançar na construção do Plano Municipal de Enfrentamento ao Super El Niño 2026-2027 e do Protocolo de Alerta e Enfrentamento ao Calor Extremo.
A iniciativa busca preparar a capital para os efeitos previstos do fenômeno climático, como o aumento das temperaturas, a redução das chuvas e um maior risco de queimadas.
Planejamento reúne diversas áreas para ação integrada
O planejamento visa organizar ações de prevenção, adaptação e resposta. O intuito é reduzir os impactos sobre a população e a infraestrutura urbana.
A proposta reúne áreas como meio ambiente, defesa civil, saúde, assistência social, mobilidade, educação e infraestrutura. O objetivo é estabelecer protocolos integrados para situações de emergência climática.
"Estamos reunindo todas as instituições responsáveis para construir um planejamento integrado, com responsabilidades bem definidas e ações coordenadas. O enfrentamento aos impactos do Super El Niño exige prevenção, organização e trabalho conjunto para proteger a população e garantir uma resposta eficiente em todas as áreas da administração pública", afirmou o secretário municipal de Segurança, Ordem Pública e Mobilidade, Luciano de Oliveira.
Projeções climáticas e eixos do plano
De acordo com projeções de centros nacionais e internacionais, há alta probabilidade de permanência do El Niño até o início de 2027. A intensidade prevista é entre forte e muito forte, com impactos na Região Norte.
Para a Região Norte, os estudos apontam chuvas abaixo da média, temperaturas elevadas, redução da umidade do solo e aumento do risco de incêndios florestais. O plano será estruturado em três eixos principais: mitigação e adaptação, resiliência urbana e infraestrutura, e comunicação e governança.
Medidas e protocolo de calor extremo
Entre as medidas previstas estão a ampliação da arborização urbana, implantação de microflorestas, corredores verdes e jardins de chuva. O planejamento inclui monitoramento meteorológico permanente e ações preventivas contra incêndios em áreas periurbanas.
Uma das metas é o plantio de um milhão de árvores durante a atual gestão municipal. Essa estratégia busca ampliar a cobertura vegetal e reduzir os efeitos das ilhas de calor. O planejamento também prevê ações voltadas à melhoria da drenagem urbana e ao fortalecimento da infraestrutura verde da cidade.
Outro destaque é a criação do Protocolo de Alerta e Enfrentamento ao Calor Extremo. Este protocolo deverá estabelecer níveis de alerta e medidas graduais de resposta conforme a intensidade dos eventos climáticos. Entre as ações previstas estão pontos de hidratação, ampliação de áreas de sombra, reforço dos serviços de saúde e atendimento prioritário a grupos vulneráveis.
"A Defesa Civil atua com planejamento e antecipação. Esse alinhamento entre as instituições permite definir protocolos, responsabilidades e fluxos de atuação para que todos os órgãos estejam preparados para responder de forma coordenada sempre que houver necessidade", destacou o secretário executivo de Ordem Pública e Defesa Civil, Vitor Magalhães.
As ações terão atenção especial a crianças, idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas, trabalhadores expostos ao sol e moradores de áreas com pouca arborização, além de animais domésticos e animais em situação de rua. Comunidades ribeirinhas e pessoas em situação de rua também receberão atenção. Estes são grupos mais suscetíveis aos impactos das ondas de calor e da estiagem.
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