Trump chama a Colômbia de 'vizinho doente que gosta de vender cocaína para os EUA'
Trump disse que Washington pode realizar operações contra fábricas de cocaína no território colombiano
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Colômbia é um "vizinho doente" que vende cocaína para seu país. Em entrevista a bordo do Air Force One, neste domingo (4), Trump também declarou que o presidente colombiano, Gustavo Petro, "não ficará lá por muito tempo".
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O ex-mandatário americano indicou que os Estados Unidos podem realizar operações contra fábricas de cocaína em território colombiano. Ele não detalhou quando ou como tais ações ocorreriam, mas ressaltou que Washington não tolerará países que alimentam o tráfico de drogas direcionado aos americanos.
Trump defendeu uma postura mais ativa dos EUA no hemisfério ocidental, citando que a Venezuela "não está do outro lado do mundo", mas "ao lado dos Estados Unidos". O país sul-americano, segundo ele, se insere na chamada doutrina "Don-Roe", uma atualização da Doutrina Monroe, que guia as diretrizes de atuação sobre a América Latina.
Críticas à Colômbia e o narcotráfico
As declarações de Donald Trump sobre a Colômbia foram feitas com tom de reprovação, caracterizando o país como uma nação que contribui para o problema das drogas nos EUA. A menção direta à possível remoção do presidente Gustavo Petro de seu cargo adiciona um elemento de controvérsia.
A ameaça de operações contra fábricas de cocaína destaca a intenção dos Estados Unidos de combater o narcotráfico de forma mais agressiva, mesmo em território estrangeiro. A postura de não tolerância a países que fomentam o tráfico de drogas é um ponto central na fala do ex-presidente.
Venezuela e a Doutrina "Don-Roe"
Além da Colômbia, Trump classificou a Venezuela como um "vizinho doente", enfatizando a proximidade geográfica entre os países. Ele sublinhou o interesse direto de Washington em garantir a estabilidade na região.
A "Don-Roe" é apresentada como uma versão revisada da Doutrina Monroe, sinalizando uma renovação nas políticas externas americanas para a América Latina. O ex-presidente reforçou que os EUA buscam ter países "viáveis e bem-sucedidos" em seu entorno.
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