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Suposta carta de suicídio de Jeffrey Epstein é revelada por tribunal dos EUA; leia trecho

No conteúdo da suposta carta divulgada pela Justiça norte-americana, Jeffrey Epstein faz críticas às investigações conduzidas contra ele

Gabrielle Borges
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A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quarta-feira (6) uma suposta carta de suicídio atribuída ao financista Jeffrey Epstein, acusado de comandar uma rede de exploração sexual envolvendo menores de idade. O documento, que estava sob sigilo, integra um processo judicial relacionado a um ex-companheiro de cela do empresário.

A existência da suposta mensagem veio à tona no fim de abril, após revelação publicada pelo jornal norte-americano The New York Times. Depois de um pedido feito pela imprensa, o conteúdo acabou sendo tornado público pelas autoridades judiciais.

O que diz a suposta carta de Epstein?

Apesar da divulgação, não há confirmação oficial de que a carta tenha sido realmente escrita por Epstein. O documento passa a integrar mais um capítulo das controvérsias em torno da morte do bilionário, encontrada em uma prisão federal de Nova York, em 2019.

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No conteúdo da suposta carta divulgada pela Justiça norte-americana, Jeffrey Epstein faz críticas às investigações conduzidas contra ele e demonstra revolta com as acusações relacionadas ao caso. Em um dos trechos, o financista afirma que foi investigado durante meses sem que autoridades encontrassem provas contra ele e classifica o processo como resultado de denúncias antigas.

"Eles me investigaram por meses. Não encontraram nada!!! Então o resultado foi uma acusação de 16 anos atrás. É um privilégio poder escolher o momento de dizer adeus. O que você quer que eu faça, cair no choro!! Não é legal, não vale a pena."

Documento estava sob sigilo

Segundo informações publicadas pelo The New York Times, o bilhete teria sido encontrado em julho de 2019 por Nicholas Tartaglione, ex-companheiro de cela de Epstein. O episódio ocorreu após o financista ser localizado inconsciente dentro da prisão, com um pano enrolado no pescoço.

Na ocasião, Epstein negou ter tentado tirar a própria vida. Ainda conforme o jornal norte-americano, ele afirmou às autoridades que não tinha comportamento suicida e acusou Tartaglione de tê-lo agredido dentro da cela.

Dias depois, Jeffrey Epstein foi transferido de unidade e acabou encontrado morto em uma prisão federal de Nova York. A morte do financista gerou forte repercussão internacional e alimentou uma série de teorias e questionamentos sobre as circunstâncias do caso.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)

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