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Quem é Erfan Soltani, manifestante iraniano condenado à execução nesta quarta-feira

O jovem não teve a oportunidade de se defender antes do veredito, e seus familiares puderam visitá-lo por apenas 10 minutos

Gabrielle Borges
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O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, tem execução por enforcamento prevista para esta quarta-feira (14). Ele foi detido na última quinta-feira (08), em sua residência, acusado de envolvimento em protestos contra o regime dos aiatolás na cidade de Karaj, no Irã.

Mas quem seria o manifestante e qual a razão de sua execução? Saiba mais a seguir.

Quem é Erfan Soltani?

Erfan Soltani é um manifestante iraniano de 26 anos, natural da cidade de Karaj, no Irã, que ganhou repercussão internacional após ser condenado à morte por enforcamento em meio à repressão do regime dos aiatolás contra protestos no país.

De acordo com o portal IranWire, Erfan atua no setor de vestuário e havia sido recentemente contratado por uma empresa privada.  Em suas redes sociais, ele se apresenta como um jovem adepto da musculação, praticante de esportes e com um estilo de vida simples.

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Por que Erfan foi preso e condenado ao enforcamento?

Erfan Soltani participou das manifestações que ocorrem no Irã há cerca de um mês. A mobilização ganhou força em meio à crise econômica que atinge o país, marcada pelo aumento das dificuldades financeiras da população e pela acentuada desvalorização da moeda nacional, o rial.

Ele foi preso em casa por suposta ligação com manifestações contra o governo iraniano. Ele foi detido próximo à sua residência no distrito de Fardis, em Karaj. Durante três dias, sua família não teve informações sobre seu paradeiro.

Somente no domingo (11), agentes de segurança confirmaram que ele estava sob custódia e que já havia sido condenado à morte. A sentença de Soltani foi aplicada com base no crime de Moharebeh, termo que significa “ódio contra Deus”.

O Irã é conhecido por executar centenas de pessoas acusadas deste crime. De acordo com a organização humanitária curdo-iraniana Hengaw, as autoridades locais informaram à família que a condenação é definitiva.

Fontes próximas ao manifestante relataram ao portal NDTV que Soltani não teve a oportunidade de se defender antes do veredito, e seus familiares puderam visitá-lo por apenas 10 minutos. A repressão aos protestos no Irã, iniciados há cerca de um mês, já deixou cerca de 2.000 mortos, segundo organizações internacionais.

(*Gabrielle Borges, estagiária de jornalismo, sob supervisão de Felipe Saraiva, editor web de OLiberal.com)

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