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Quando vai acabar a guerra entre EUA, Israel e Irã? Veja a previsão

Conflito entra no 5º dia; autoridade israelense estima confrontos por mais 7 a 10 dias

Hannah Franco
fonte

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou no quinto dia nesta quarta-feira (4), com novos bombardeios registrados no Oriente Médio. O Exército israelense informou ter lançado “uma ampla onda de ataques” contra o Irã, mirando locais de lançamento de mísseis, sistemas de defesa aérea e outras infraestruturas do regime.

As ofensivas também se intensificaram no Líbano. Segundo um integrante do alto escalão de Israel, citado pela imprensa local, a previsão é que o conflito dure entre sete e dez dias. A declaração ocorre em meio à escalada de ataques e à ampliação da área atingida pelas operações militares.

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Quando vai acabar a guerra?

De acordo com a mesma fonte israelense, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será o responsável por determinar o momento de encerrar os confrontos. Até agora, não há anúncio oficial de cessar-fogo.

Enquanto Trump descarta negociações e fala em nova onda de ataques, o Irã ameaça atingir centros econômicos da região e comprometer o fluxo global de energia com o possível fechamento do Estreito de Ormuz. As declarações indicam que o conflito, iniciado no último fim de semana, não tem data definida para terminar.

Ataques se concentram em alvos estratégicos

Com o objetivo de reduzir a capacidade de resposta iraniana, Estados Unidos e Israel concentram as ações em estruturas consideradas estratégicas do regime e do programa nuclear. Durante a madrugada, Israel voltou a realizar ataques aéreos contra o território iraniano, direcionando as operações principalmente a instalações governamentais e forças policiais.

O Exército israelense afirmou ter atingido um centro militar subterrâneo na região de Teerã, apontado como elemento-chave na capacidade do regime de desenvolver armas atômicas. Também anunciou ter abatido um avião de combate iraniano YAK-130 sobre a capital. Segundo comunicado, a ação foi realizada por um caça Adir (F-35) da Força Aérea Israelense.

image Manifestantes se reúnem com bandeiras nacionais iranianas durante uma manifestação em apoio ao governo e contra os ataques dos EUA e de Israel em frente a uma mesquita em Teerã. (ATTA KENARE / AFP)

Contra-ataques e avanço do conflito

O Irã respondeu com o disparo de mísseis contra Israel. Parte de um projétil caiu nas proximidades de Beit Shemesh, cidade a cerca de 20 quilômetros de Jerusalém, onde já haviam sido registradas mortes em ataques anteriores. Desta vez, não houve feridos. Segundo o comandante do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), almirante Brad Cooper, os norte-americanos já atingiram cerca de dois mil alvos no Irã, além de afundar 17 navios e um submarino. De acordo com ele, o Irã lançou 500 mísseis balísticos e dois mil drones.

A maior parte dos ataques iranianos teve como alvo os Emirados Árabes Unidos. O Ministério da Defesa do país informou que foram disparados 200 mísseis e mais de 800 drones. Três pessoas morreram e 78 ficaram feridas. No Irã, a Sociedade do Crescente Vermelho informou que cerca de 800 pessoas morreram e 740 ficaram feridas.

A ONG Hrana estima aproximadamente mil feridos. Ao todo, 153 cidades e mais de 500 locais foram atingidos.

image Uma coluna de fumaça se elevou após um ataque contra a cidade de Teerã, no norte do Irã, no dia 2 de março de 2026 (Foto: MOHSEN GANJI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Líbano também registra mortes

Com a entrada do Hezbollah no conflito, a milícia disparou 30 foguetes contra Israel entre a noite e a madrugada. No Líbano, ao menos 11 pessoas morreram em ataques israelenses que atingiram a área do palácio presidencial, próximo a Beirute, além de regiões ao sul da capital. O Exército israelense pediu a evacuação imediata de 13 cidades e vilarejos no sul do Líbano antes de novos bombardeios.

Outro alerta semelhante já havia sido emitido para 16 localidades. Segundo autoridades libanesas, mais de 58 mil pessoas foram deslocadas. Os Guardiões da Revolução anunciaram ter “controle total” sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

O chefe do Poder Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni Ejei, declarou que o país está “em estado de guerra” e que agirá com firmeza contra qualquer ação considerada favorável ao inimigo. Desde sábado (28), Israel e Estados Unidos realizam ataques contra Teerã.

O guia supremo iraniano, Ali Khamenei, teve a morte confirmada no domingo (1º). O país decretou 40 dias de luto e sete dias de feriado nacional.

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