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Patroa suspeita de matar brasileira em Portugal fingiu ser a vítima em mensagens

Lucinete Freitas, de 55 anos, estava desaparecida desde o dia 5 de dezembro. O corpo da mulher foi encontrado em zona de mata aos arredores de Lisboa, capital portuguesa

Lívia Ximenes

6 de janeiro de 2026 às 08:20

Lucinete Freitas, de 55 anos, foi morta no dia 5 de dezembro de 2025

Lucinete Freitas, de 55 anos, foi morta no dia 5 de dezembro de 2025 ( Foto: Reprodução )

Uma brasileira de 55 anos, cearense identificada como Lucinete Freitas, foi encontrada morta em Portugal após dias desaparecida e a patroa, também brasileira, é a principal suspeita. A mulher, vista com vida pela última vez no dia 5 de dezembro, trabalhava como babá e morava sozinha. A suspeita de homicídio se passou pela vítima em trocas de mensagens.

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Segundo o Ministério Público (MP) português, a chefe de Lucinete a levou para um local desabitado e a matou com um golpe na cabeça, usando um bloco de cimento. Após o crime, a suspeita mandou mensagens a familiares da babá se passando por ela e informando que estava em viagem a Algarve, uma região de Portugal, acompanhada de uma amiga. Lucinete morava no país há sete meses.

A suspeita foi presa no dia 18 de dezembro. Segundo o MP, a relação entre Lucinete e a patroa era conflituosa. O órgão afirma que a patroa foi indiciada por homicídio qualificado, profanação de cadáver, detenção de arma proibida e falsidade informática — no Brasil, crimes similares são homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma e falsidade ideológica.

O marido de Lucinete, Teodoro Júnior, mora em Fortaleza (Ceará) com o filho do casal, de 14 anos. A família planejava a mudança dos dois para Portugal em 2026. Por isso, a babá iria visitar um apartamento para alugar no dia 6 de dezembro, segundo Teodoro. Até então, Lucinete morava sozinha em um quatro em Amadora, região metropolitana de Lisboa.

A partir do dia 5 de dezembro, quando a mulher foi morta, Teodoro não conseguiu mais contato com ela. “Depois disso, mandei mensagens, ela visualizou, mas não respondeu. Liguei várias vezes e não atendia. Foi aí que percebi que algo estava errado”, disse o homem ao g1. De acordo com Teodoro, a família não conhece a suposta amiga que viajaria com Lucinete, conforme as mensagens forjadas pela suspeita.