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Oito trabalhadores estão presos há mais de um mês em mina de zinco na África

Esperança de encontrá-los com vida diminui cada dia que passa

O Liberal

Equipes de resgate tentam há mais de um mês regatar oito trabalhadores que ficaram presos a centenas de metros de profundidade, após uma enchente bloquear a saída de uma mina de zinco em Perkoa, no Burkina Faso (oeste da África). Entre os homens presos estão seis cidadãos de Burkina Faso, um da Tanzânia e um da Zâmbia. Em meio as esforços, as equipes reconhecem que as chances de encontrá-los com vida são cada vez menores. As informações são do G1 Mundo.

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O “desaparecimento” dos oito mineiros foi anunciado pela empresa canadense Trevali Mining Corp, que opera a mina, no dia 16 de abril, depois que o local sofreu inundação por fortes chuvas inesperadas. Para o primeiro-ministro de Burkina Faso, Albert Ouedraogo, que visitou a mina, a tragédia é responsabilidade daqueles que estavam a cargo dela. Ele anunciou a abertura de uma investigação para determinar as responsabilidades e disse que os funcionários da companhia não seriam autorizados a deixar o país enquanto isso.

A maioria dos trabalhadores conseguiu deixar o local com segurança quando a água subiu, os oito desaparecidos estavam abaixo do nível 520 (que fica a 520 metros da superfície), no momento da inundação, segundo a empresa.

"Dada a estação seca, obviamente, não esperamos essa chuva torrencial absoluta", argumentou Hein Frey, vice-presidente de operações de Trevali. "Não somos apenas nós que fomos afetados, são também as comunidades ao nosso redor que foram afetadas por chuvas completamente inesperadas".

Resgate

O trabalho de resgate inclui bombeamento da água para fora da mina para chegar a uma câmara de refúgio (um lugar preparado para abrigar os trabalhadores no caso de algum desmoronamento) na tentativa resgatá-los com vida. Há duas câmaras de segurança abastecidas com comida e água abaixo do nível 520, mas não se sabe se algum dos homens conseguiu alcançá-las. 

"Sempre há esperança, mas também temos que ser realistas", declarou Ricus Grimbeek o CEO Trevali Mining Corp. "Essas câmaras não são projetadas para serem submersas em água. As câmaras são desenhadas para desmoronamentos e quando há ambiente tóxico, como com fumaça", completou.

Socorristas chegaram a 3,5 metros de onde se acredita que os mineiros podem estar abrigados, no último domingo, e a operação está progredindo lentamente, pois eles precisam bombear 2,5 milhões de litros de água para cada metro de profundidade. O equipamento também está ficando entupido. Novas bombas e equipamentos foram enviados da África do Sul e Gana para que o trabalho seja executado com mais rapidez.

Mundo
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