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Remédio para hipertensão é recolhido pela Pfizer após detecção de substância cancerígena

Cinco lotes do Accupril (quinapril) foram recolhidos. A devolução dos lotes foi estabelecida após ser identificado níveis elevados de nitrosamina, substância potencialmente causadora de câncer

Emilly Melo

Cinco lotes de medicamento Accupril (quinapril), da farmacêutica norte-americana Pfizer, foram recolhidos voluntariamente do mercado. A devolução dos lotes foi estabelecida após ser identificado níveis elevados de nitrosamina, substância potencialmente causadora de câncer.

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O remédio é utilizado para o tratamento de hipertensão, mas também pode ser prescrito para alguns pacientes com insuficiência cardíaca. No entanto, no Brasil, o medicamento não é mais comercializado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que não há registros válidos do Accupril desde 2015. 

O anúncio da Pfizer sobre os riscos do Accupril e o recolhimento têm validade apenas nos Estados Unidos e em Porto Rico, onde lotes foram distribuídos entre dezembro de 2019 e abril de 2022.

Riscos

A farmacêutica identificou a presença de um tipo de nitrosamina, a N-Nitroso-Quinapril, acima do nível de Ingestão Diária Aceitável (ADI). A substância também é comum na água e em alimentos, como carnes, laticínios e vegetais. 

O perigo está no alto nível de exposição e durante um longo período, o que, em casos de altas dosagens, pode contribuir para aumentar os riscos de desenvolvimento de câncer.

"Até o momento, a Pfizer não tem conhecimento de relatos de eventos adversos que foram avaliados como relacionados a este recall", esclarece a agência Food and Drug Administration (FDA).

Apesar dos riscos com que a ingestão em longo prazo pode acarretar, não há complicações imediatas para os pacientes que tomam o medicamento. No entanto, é recomendado que os consumidores procurem médicos especialistas para substituir o tratamento com a medicação. 

(*Emilly Melo, estagiária, sob supervisão de Keila Ferreira, coordenadora do Núcleo de Política)

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