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Jogadora americana é condenada a 9 anos de prisão na Rússia; Biden diz que é 'inaceitável'

O presidente dos EUA pediu que ela seja libertada imediatamente

Luciana Carvalho

A jogadora de basquete norte-americana Brittney Griner foi condenada a nove anos de prisão ao ser considerada culpada por crimes de porte de drogas e contrabando nesta quinta-feira (4). A decisão foi anunciada pelo tribunal de Khimki, próximo a Moscou. As informações são do G1 Nacional.

Anteriormente a Procuradoria da Rússia pediu uma pena de nove anos e meio de prisão para a atleta americana de basquete. "Peço a condenação de Griner a nove anos e meio de prisão em uma colônia (penal) do regime clássico e a um milhão de rublos de multa" (16.600 dólares), afirmou o promotor Nikolai Vlasenko, segundo uma jornalista da AFP presente na audiência no tribunal em Khimki, perto de Moscou.

Esta é praticamente a maior pena possível para o crime, que pode chegar a 10 anos de prisão. Brittney também terá que pagar uma multa de 1 milhão de rublos, aproximadamente US$ 16.400 (R$ 85.800).

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Ela foi presa com menos de um grama de óleo de cannabis em sua bagagem no Aeroporto Internacional Sheremetyevo de Moscou em 17 de fevereiro. Brittney tem 31 anos e 2,06 metros de altura, é considerada uma das melhores jogadoras de basquete do mundo.

Resposta dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que a detenção da jogadora é injusta: "É inaceitável e eu peço que a Rússia a liberte imediatamente, para que ela possa ficar com sua esposa, seus entes queridos, amigos e suas companheiras de equipe", disse Biden em um comunicado.

Griner se declarou culpada de transportar a substância à Rússia por descuido e negou qualquer tipo de tráfico de entorpecentes.

Nesta quinta-feira, o promotor afirmou que ela tentou de modo intencional "ocultar" dos funcionários da alfândega no aeroporto o líquido a base de cannabis.

Com o conflito na Ucrânia, o julgamento de Griner ganhou uma dimensão geopolítica com negociações entre Moscou e Washington sobre uma possível troca de prisioneiros, que poderia beneficiar a atleta.

Na semana passada, o chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, informou que Washington fez uma "oferta consequente" a Moscou para obter a libertação de Griner e de outro americano detido na Rússia, Paul Whelan.

(Luciana Carvalho, estagiária da Redação sob supervisão de Keila Ferreira, Coordenadora do Núcleo de Política).

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