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Irã fala em 'defesa e retaliação' contra EUA e Israel e descarta cessar-fogo

Conforme o conflito cresce, outros países do Oriente Médio são impactados. Uma das políticas de defesa da República Islâmica é atacar as bases de seus adversários nos países vizinhos.

Estadão Conteúdo
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou nesta segunda-feira, 9, que não há espaço para discutir um cessar-fogo enquanto os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel prosseguirem. Segundo o jornal Iran International, Baghaei disse que o Irã não iniciou a guerra, e que estava em negociações quando o conflito começou.

"A agressão militar está em curso e, por isso, nesta situação há pouco espaço para falar sobre qualquer coisa que não seja defesa e uma resposta esmagadora ao inimigo", afirmou o porta-voz em entrevista coletiva. Ele acrescentou ainda que todo o foco do Irã está atualmente na defesa.

O discurso surge após a República Islâmica anunciar no domingo, 8, que a Assembleia de Clérigos escolheu Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã. Ele é filho do comandante anterior, Ali Khamenei, morto no ataque de Israel e dos Estados Unidos em fevereiro.

O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, afirmou que a nomeação de Mojtaba causou "desespero" nos Estados Unidos e em Israel.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que as ações de defesa contra os Estados Unidos e Israel não devem "ser interpretadas como hostilidade contra qualquer um dos países da região". O país negou os ataques com drones contra o Azerbaijão, Turquia e Chipre que ocorreram na última quinta-feira, 5.

Em seguida, acrescentou que o Estado-Maior das Forças Armadas "anunciou explícita e oficialmente que tais lançamentos não foram realizados dentro do Irã ou por nossas forças militares", informou o Iran International.

A declaração surgiu após o Azerbaijão afirmar que quatro drones atingiram o terminal do aeroporto internacional de Nakhchivan, perto de uma escola, ferindo civis. Após o ocorrido, o presidente Ilham Aliyev classificou o ataque como um "ato terrorista" e exigiu uma explicação e um pedido de desculpas de Teerã. O corpo diplomático do Azerbaijão foi retirado do Irã.

Ainda segundo o jornal Iran International, a Turquia afirmou que as defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) interceptaram um míssil balístico iraniano depois que ele entrou em espaço aéreo turco, na semana passada. Enquanto isso, o Chipre reportou um ataque com drone contra uma base britânica na ilha, que segundo o país, provavelmente foi lançado pelo Hezbollah, aliado da República Islâmica.

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