Inteligência artificial revela o rosto de Jesus Cristo com base no Santo Sudário; veja as fotos
Nova análise científica reacende debate sobre autenticidade da relíquia e inspira reconstrução facial baseada em IA

Uma tecnologia de inteligência artificial foi usada para recriar o que pode ser o rosto de Jesus Cristo, com base em novas análises do Santo Sudário de Turim, uma das relíquias mais veneradas do cristianismo. O resultado chamou atenção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a autenticidade do tecido, que teria envolvido o corpo de Cristo após a crucificação.
A imagem foi gerada por plataformas de IA, como a Midjourney, e utiliza como referência os traços supostamente impressos no sudário — incluindo marcas de ferimentos, contornos faciais e proporções. O resultado traz características semelhantes às representações tradicionais de Jesus, como cabelos longos e barba.
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O que dizem os estudos recentes?
O ponto de partida para a reconstrução foi uma nova análise científica conduzida por pesquisadores italianos do Istituto di Cristallografia, publicada na revista Heritage. Utilizando técnicas de difração de raios-x, os cientistas analisaram uma amostra do tecido e sugerem que o material pode ser datado da época de Cristo (entre os anos 55 e 74 d.C).
O estudo ainda identificou semelhanças entre as fibras do sudário e um tecido encontrado em Masada, Israel, datado do mesmo período. Além disso, foram detectadas partículas de pólen de origem oriental nas fibras, o que contradiz a hipótese de que o sudário seja europeu, como sugerido por testes anteriores realizados na década de 1980.
O pano teria que ter sido mantido em condições muito específicas durante mais de 13 séculos antes de surgir nos registros históricos por volta de 1354, segundo os pesquisadores.
O que é o Santo Sudário?
Guardado na Catedral de São João Batista, em Turim, na Itália, o Santo Sudário é um pano de linho de aproximadamente 4,3 metros de comprimento que mostra a imagem frontal e dorsal de um homem com sinais de tortura e crucificação. Há séculos, muitos cristãos acreditam que o tecido envolveu o corpo de Jesus após sua morte.
Apesar disso, a Igreja Católica nunca confirmou oficialmente sua autenticidade. O Vaticano considera o sudário um objeto de veneração, e papas como João Paulo II, Bento XVI e Papa Francisco, já o trataram como uma relíquia sagrada. Em 2015, Francisco inclusive visitou Turim para rezar diante do tecido.
E a controvérsia?
Em 1988, testes com carbono-14 indicaram que o pano seria da Idade Média, datando entre 1260 e 1390. Na época, muitos estudiosos passaram a considerar o sudário como uma criação posterior. No entanto, novas tecnologias e descobertas científicas vêm contestando esses resultados, apontando possíveis erros na amostragem utilizada e danos que poderiam ter influenciado a datação.
O uso da inteligência artificial para reconstruir a imagem do rosto a partir do sudário não tem valor religioso ou científico definitivo, mas contribui para a discussão cultural e simbólica em torno de uma das peças mais enigmáticas da história cristã.
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