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Filhos de Khamenei vão a seu funeral, mas não seu sucessor

Estadão Conteúdo

Os líderes iranianos se reuniram neste domingo (5) às milhares de pessoas que participaram de uma cerimônia religiosa em Teerã para se despedir do falecido líder supremo iraniano Ali Khamenei, no segundo dia das homenagens fúnebres, marcadas pela ausência de seu filho e sucessor, Mojtaba.

Milhares de pessoas se reuniram diante do enorme complexo da Grande Mosalla, onde foi colocado o caixão do aiatolá decorado com as cores verde, branca e vermelha da bandeira do Irã. Três filhos do falecido líder supremo, Masud, Mostafa e Meysam fizeram uma aparição pública pouco comum.

O novo líder supremo, de 56 anos, supostamente ferido em 28 de fevereiro, primeiro dia da guerra, não é visto em público desde esta data e tem se pronunciado apenas por mensagens escritas. Sua ausência se tornou alvo de escrutínio em um sistema político no qual as aparições públicas de figuras importantes carregam peso simbólico e são cuidadosamente coreografadas para projetar autoridade e estabilidade. Isso alimentou questionamentos sobre sua saúde e a dinâmica política do país.

Seu pai governou a República Islâmica de 1989 até sua morte, aos 86 anos, em um ataque aéreo no mesmo dia 28 de fevereiro. Ao lado do caixão de Khamenei estão os de seus familiares que morreram junto com ele: uma de suas filhas, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses.

Presenças

Na primeira fila diante do caixão, estavam o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, chefe da equipe de negociação com os EUA. Também estavam presentes os chefes da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã: o general Esmail Qaani e Ahmad Vahidi.

Outras ausências destacadas foram as dos três ex-presidentes Mohammad Khatami, Mahmud Ahmadinejad e Hassan Rouhani, que mantiveram relações tensas com Khamenei.

As autoridades declararam feriado ontem e hoje para facilitar a participação nas cerimônias. Teerã considera estes ritos como uma demonstração de força em plena negociação diplomática com os EUA, após a assinatura, no mês passado, de um acordo-quadro para pôr fim ao conflito. Centenas de milhares de pessoas entoaram cânticos como "Morte à América" e "Morte a Israel", clamando por vingança. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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