Entenda quais as diferenças e semelhanças entre o Vírus Nipah e a Covid-19
Com alta taxa de letalidade e surtos recentes na Índia, o vírus Nipah entra no radar da OMS. Saiba mais!
O vírus Nipah está no centro das atenções após a confirmação de novos casos na Índia, reacendendo o debate sobre a possibilidade de futuras emergências globais de saúde. Comparações com a Covid-19 passaram a circular nas redes sociais, mas especialistas destacam que, apesar de algumas semelhanças, os dois vírus apresentam comportamentos bastante distintos.
Ambos fazem parte da lista de doenças monitoradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por seu potencial de causar surtos graves. Ainda assim, o impacto e o alcance de cada um seguem caminhos diferentes.
Origem animal e vigilância internacional
Tanto o Nipah quanto o coronavírus têm origem zoonótica, ou seja, surgiram a partir de vírus que circulam entre animais e, em algum momento, passaram a infectar humanos. No caso do Nipah, os principais reservatórios naturais são morcegos-da-fruta.
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O alerta recente sobre o Nipah ocorreu após autoridades de saúde da Índia confirmarem novos infectados, incluindo profissionais da área da saúde, o que levou ao isolamento preventivo de mais de uma centena de pessoas.
Diferenças na forma de transmissão
Um dos principais fatores que diferencia os dois vírus é a capacidade de disseminação. O vírus da Covid-19 se espalha com facilidade pelo ar, por meio de gotículas respiratórias, o que favoreceu sua rápida expansão mundial.
Já o Nipah apresenta um padrão de transmissão mais limitado. A infecção costuma ocorrer após contato direto com secreções de animais infectados, como morcegos e porcos, ou pela ingestão de alimentos contaminados. A transmissão entre pessoas é possível, mas acontece de forma mais restrita, geralmente em ambientes hospitalares ou familiares.
Quadro clínico varia de leve a extremamente grave
Os sintomas iniciais do Nipah podem se assemelhar aos de outras infecções virais, mas a evolução tende a ser mais agressiva em parte dos casos. Entre os sinais mais comuns estão:
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares;
- Confusão mental.
Em situações mais graves, a infecção pode provocar encefalite ou complicações respiratórias severas.
Na Covid-19, os sintomas mais frequentes incluem:
- Febre;
- Tosse;
- Fadiga;
- Dores no corpo;
- Alterações no paladar ou olfato.
Embora a doença possa evoluir para quadros graves, especialmente em grupos de risco, a maioria dos casos apresenta evolução leve ou moderada.
Letalidade elevada, mas menor risco de pandemia
A maior preocupação em relação ao Nipah é sua alta taxa de mortalidade, que pode variar entre 40% e 75%, segundo estimativas da OMS. Diferentemente da Covid-19, não há vacina nem tratamento específico para o vírus, o que torna o atendimento focado apenas no controle dos sintomas.
Apesar disso, especialistas avaliam que o risco de uma pandemia causada pelo Nipah é atualmente considerado baixo, justamente por sua transmissão menos eficiente. Os surtos registrados até hoje tendem a ser localizados e controlados com isolamento e rastreamento de contatos.
Monitoramento segue ativo
Mesmo com menor potencial de disseminação global, o vírus Nipah segue sob vigilância constante da OMS, que o classifica como um patógeno prioritário para pesquisas. O objetivo é ampliar o conhecimento científico e desenvolver estratégias de resposta rápida caso novos surtos ocorram.
(Riulen Ropan, estagiário de Jornalismo, sob supervisão de Enderson Oliveira, editor web de oliberal.com)
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