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Ataques miram depósitos de combustível em Teerã

Estadão Conteúdo

A distribuição de combustível em Teerã foi temporariamente interrompida após ataques de Israel contra quatro depósitos de combustível e um centro logístico na capital iraniana e em áreas próximas. Segundo o prefeito da cidade, Mohammad Sadegh Motamedian, os bombardeios provocaram danos na rede de abastecimento de combustível, o que levou à suspensão temporária da distribuição.

Uma fumaça escura e oleosa pairava sobre Teerã neste domingo (8) e deixou a cidade na escuridão em pleno dia. Incêndios desse tipo podem liberar substâncias químicas tóxicas e outros poluentes perigosos.

Israel bombardeou os depósitos de combustível - a primeira vez que seus aviões alvejaram tal infraestrutura na guerra - alegando que estavam sendo usados pelos militares iranianos. Os ataques aéreos israelenses também atingiram depósitos na cidade vizinha de Karaj, lançando enormes labaredas ao ar.

O exército do Irã advertiu que atacará instalações petrolíferas na região se Israel continuar os bombardeios contra sua infraestrutura energética.

O exército israelense afirmou que atacou também o quartel-general da "força espacial" da Guarda Revolucionária do Irã, em Teerã. Anunciou ainda ter desmantelado um alvo que servia como centro de recepção, transmissão e pesquisa da Agência Espacial Iraniana.

Resposta

O Irã retaliou lançando uma série de mísseis e drones sobre o Golfo Pérsico e Israel, alguns dos quais atingiram infraestruturas civis críticas como uma usinas de dessalinização na ilha do Bahrein. Os países do Golfo dependem quase inteiramente da dessalinização para o abastecimento de água potável.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o ataque à instalação no Bahrein ocorreu somente depois que os EUA atingiram uma usina de dessalinização iraniana na ilha de Qeshm, afetando o abastecimento de água de 30 comunidades. "Foram os EUA que criaram esse precedente, não o Irã", declarou ele nas redes sociais.

Sétima Morte de militar americano

O Pentágono afirmou no domingo que um sétimo militar americano morreu, uma semana depois de ter sido ferido em um ataque iraniano a uma base militar na Arábia Saudita onde tropas americanas estavam estacionadas.

A Arábia Saudita, por sua vez, registrou suas primeiras mortes de civis: dois residentes estrangeiros - um cidadão indiano e um cidadão de Bangladesh - foram mortos e outros 12 residentes de Bangladesh ficaram feridos após um "projétil militar" cair sobre sua residência na região de Kharj, segundo a autoridade de defesa civil do reino. Os trabalhadores migrantes estão entre os mais afetados pelos ataques iranianos nos países do Golfo. (Com agências internacionais)

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