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São Paulo tem recorde de faturamento com R$ 1 bi e reduz dívida em balanço da gestão Casares

Estadão Conteúdo

O São Paulo apresentou aos conselheiros números do balanço financeiro de 2025 em reunião nesta quarta-feira. A votação vai até as 17h desta quinta-feira.

O exercício apresentou superávit de R$ 56,8 milhões, resultado melhor que o déficit de R$ 287 milhões de 2024. O faturamento chegou a cerca de R$ 1 bilhão pela primeira vez na história, superando os R$ 731,9 milhões de 2024.

A dívida são-paulina diminuiu. Depois de beirar R$ 1 bilhão, com R$ 968,2 milhões, em 2024, o débito caiu para R$ 858,2 milhões em 2025.

Ponto de polêmica no exercício de 2025, a venda de jogadores teve resultado financeiro positivo. Em 2025, a gestão negociou nomes como William Gomes (Porto), Matheus Alves (CSKA), Henrique Carmo (CSKA) e Lucas Ferreira (Shaktar Donetsk).

As vendas foram criticadas na época, sob o argumento de que se concluíram abaixo do que os atletas valiam no mercado. Esse foi um dos pontos que apoiou o pedido de impeachment de Júlio Casares, aprovado no Conselho Deliberativo.

Os valores declarados nas contas superaram a expectativa projetada. Eram esperados R$ 154,8 milhões com vendas de atletas. A quantia chegou a R$283,7 milhões.

Júlio Casares acabou renunciando em meio ao processo de impeachment, após a aprovação inicial. Há um grupo de conselheiros que deseja reprovar as contas de 2025 por se tratarem de uma "herança" de Casares.

Entretanto, a tendência é de aprovação. A gestão de Harry Massis Júnior busca convencer conselheiros, com o entendimento de que a reprovação seria prejudicial ao São Paulo perante o mercado, dificultando possíveis negociações de patrocínios e empréstimos, por exemplo. Na primeira semana de abril, em outra reunião, conselheiros irão votar dois novos pedidos de crédito do clube.

Em 2024, o São Paulo lançou um fundo de dívida (FIDC), visando à amortização da dívida do clube com instituições financeiras. O débito é "substituído", mas com juros menores.

Uma das regras do fundo era que o clube deveria ter superávit no exercício. No balanço de 2024, mesmo com déficit, foram consideradas receitas ainda a receber, diminuindo a dívida daquele ano.

O planejamento financeiro do próximo exercício (2026) prevê novo superávit, apesar de sucessivos déficits mensais. O orçamento também é dependente da venda de jogadores (cerca de 40% da previsão de receita de R$ 931,8 milhões).

A gestão de Harry Massis Júnior trabalha com readequações no clube para economizar. Não havia como refazer o orçamento aprovado em 2025. O São Paulo já anunciou um movimento de equilíbrio financeiro, conforme o Estadão havia antecipado.

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