Remo joga com um a mais, domina o São Francisco, mas fica no 0 a 0 no Parazão

Leão Azul teve superioridade numérica desde o primeiro tempo, pressionou em Belterra, mas esbarrou na defesa adversária e nas condições do gramado

Igor Wilson

Mesmo com um jogador a mais desde o primeiro tempo e amplo domínio das ações, o Remo ficou no empate por 0 a 0 com o São Francisco na tarde deste sábado, no estádio Dedé Cão, em Belterra, pela segunda rodada do Campeonato Paraense. Os dois times vão a quatro pontos na competição. O próximo desafio do Remo agora é contra o Mirassol, na próxima quarta-feira, pela 2ª rodada do Brasileirão da Série A.

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1º Tempo 

O primeiro tempo no Dedé Cão deixou clara a diferença técnica entre São Francisco e Remo, ainda que o placar insistisse em permanecer zerado. O Leão de Belém assumiu o controle desde o apito inicial, trocou passes no campo ofensivo e praticamente não foi ameaçado. O São Francisco passou toda a etapa sem levar perigo real ao gol de Ygor Vinhas e ainda ficou com um jogador a menos antes da metade do tempo, mas resistiu graças a uma combinação de entrega defensiva e um gramado que dificultou qualquer tentativa de jogo apoiado. 

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Logo no primeiro minuto, o Remo mostrou a que veio. Marrony arrancou pela direita e cruzou na medida para Carlinhos, que finalizou de primeira para grande defesa de Gabriel Bubniack. A cena se repetiu ao longo da etapa: Marrony acelerando, cruzando ou puxando para dentro, sempre levando vantagem sobre a marcação. Aos 13, novamente pela direita, ele achou Freitas, que parou no goleiro; no rebote, Eduardo Melo teve o chute travado. Aos 18, o atacante azulino ia livre em direção ao gol quando Marquinhos Capanema o puxou, recebeu cartão vermelho e deixou o time da casa em situação ainda mais delicada. 

Mesmo com um a mais, o Remo seguiu esbarrando no campo pesado e irregular, que travou o ritmo do jogo e obrigou a equipe a recorrer mais aos cruzamentos. Carlinhos quase abriu o placar em cobrança de falta, raspando a trave, e voltou a assustar aos 36, ao chegar batendo de primeira após cruzamento rasteiro, com a bola passando perto. A blitz era constante, mas sem a contundência esperada para transformar volume em gol. 

Na defesa, a principal novidade foi Thalisson, zagueiro de origem, atuando improvisado na lateral direita. A escolha diferente de Juan Carlos Osorio gerou ruído fora de campo, mas dentro dele o jogador não comprometeu. Ainda assim, o nome do primeiro tempo foi Marrony, sempre elétrico pela ponta direita, criando as melhores chances e deixando a impressão de que aproveita o Parazão para pedir passagem no time principal. O Remo foi superior, controlou as ações, mas saiu para o intervalo com o 0 a 0. 

2º Tempo 

A etapa complementar manteve o mesmo roteiro da etapa inicial, com o Remo empurrando o São Francisco para o campo defensivo e rondando a área adversária quase o tempo todo. Logo aos cinco minutos, Thalisson apareceu bem pela direita e cruzou na medida para Carlinhos, que subiu livre, mas cabeceou para fora, com a bola raspando a trave. Mesmo com um jogador a menos desde o primeiro tempo, o São Francisco seguiu apostando na resistência defensiva e em raros contra-ataques, inofensivos. 

Aos oito minutos, Márcio arriscou de fora da área e obrigou Ygor Vinhas a trabalhar pela primeira vez de forma efetiva na partida, encaixando com segurança. Depois disso, o jogo voltou a ser de um time só. O Remo manteve a posse, pressionou alto e criou novas chances, enquanto o time da casa passou a recorrer à cera, com paralisações constantes e demora nas reposições de bola. O zagueiro Romário também foi fundamental para cortar as jogadas mais perigosas do Remo.

Panagiotis tentou mudar o cenário aos 15 minutos, com um chute forte de média distância, defendido por Gabriel. Aos 19, Marrony cruzou rasteiro e a bola atravessou toda a pequena área sem que ninguém conseguisse o desvio final, passando por Carlinhos. Pouco depois, Osorio promoveu mudanças, lançando o estreante argentino Rafael Monti e o zagueiro Léo Andrade. Mesmo com a pressão até o fim, o Remo não conseguiu furar o bloqueio do São Francisco, que se fechou por completo e segurou um empate considerado heroico. 

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