Remo assina parceria para receber meio milhão e reabrir o Baenão

Obra mais cara na reforma do estádio é o sistema de combate a incêndio

Nilson Cortinhas

O estádio Evandro Almeida, o Baenão, está prestes a completar incríveis cinco anos sem sediar jogos oficiais - o último foi em 1º de maio de 2014, com o Remo vencendo o Independente de Tucuruí por 4 a 0, pelo Campeonato Paraense. A aflição do torcedor azulino é compartilhada pelo atual diretoria, cujo presidente, Fábio Bentes, tenta criar alternativas para arrecadar fundos e reabrir o estádio. 

Relembre o último jogo oficial do Remo no Baenão!

A última forma de arrecadar dinheiro envolve uma solução à curto prazo. Bentes conversou, de forma exclusiva com a Redação Integrada de OLiberal.com e explicitou o novo planejamento.

"Nós iremos anunciar um novo patrocinador", disse, em alusão a um acordo com uma cervejaria. Fábio confirmou que o acordo será apresentado no dia 14 deste mês no evento de lançamento de novos uniformes do clube. "O valor desse patrocínio será destinado 100% para as obras do Baenão", garantiu. 

O detalhe é que os valores de repasse do patrocinador não serão divulgados em função de cláusulas contratuais. No entanto, com a certeza do patrocínio, Bentes vai ao mercado levantar um total de R$500 mil, que é o valor estimado para fazer obras necessárias e reabrir o estádio.  

Deste valor de R$500 mil, cerca de R$300 mil são para o sistema de combate a incêndio, que é o processo mais oneroso. "Envolve sistema de hidrantes, rotas de fuga, abertura de novos portões, tubulação, mangueiras. Isso tudo é caro", frisou Bentes. 

Baenão segue sendo palco apenas de jogos não profissionais e treinos (Oswaldo Forte - O Liberal)

Caso plano dê certo, a ideia é que o estádio esteja pronto para sediar jogos oficiais até junho deste ano. "Queremos que alguns jogos da Série C sejam no Baenão, excetuando-se os clássicos contra o Paysandu e jogos de grande porte. É melhor termos 13 e 14 mil no Baenão do que 20 mil no (estádio) Mangueirão, considerando a questão envolvendo custos. Além disso, no Baenão, temos o faturamento do bar, tem o fato de ser o nosso local de treino, a torcida estar mais perto. São vantagens", enumerou o presidente azulino. 

QUE SITUAÇÃO...

Para esse planejamento imediato de Fábio Bentes, não está listada a estruturação da arquibancada que foi derrubada, próximo a Rua das Mercês. Permanecem arquibancadas do lado da Avenida Rômulo Maiorana, da Almirante Barroso e as cadeiras para o lado da Travessa Antônio Baenão. Segundo o cálculo da diretoria do Remo, os três lances de arquibancada e mais as cadeiras resultariam em aproximadamente 12 mil lugares disponíveis.

Local onde tinha arquibancadas está vazio (Fábio Costa)

A reestruturação do Baenão é uma prioridade para a gestão do Remo. Em 2014, falava-se na construção da Arena Baenão, que se tornou um grande pesadelo. O projeto foi do período da gestão de Zeca Pirão. Na época, o valor da obra foi estimado em R$ 1,5 milhões, incluindo revitalização das arquibancadas e construção de uma estrutura nova para 1872 cadeiras e 30 camarotes - promessa que resultou apenas na destruição do lance de arquibancada da a Rua das Mercês. 

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Zeca Pirão, em recente conversa com o Liberal, deu a sua versão sobre o caso “Eu deixei o Remo em 2014 e com o Baenão recebendo jogos. Agora os que assumiram o clube depois não realizaram melhorias, não foram atrás dos laudos e acabaram com as salas que tinham abaixo da arquibancada da Almirante Barroso”, disse Zeca Pirão.

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