Alvo da torcida do Remo, Pirão rebate acusações e revela parceria para o Baenão

Ex-presidente do Remo disse ter apresentado um empresário disposto a ajudar o clube, mas não recebeu resposta da diretoria

Fábio Will

Com o Mangueirão interditado e o Baenão sem condições de receber partidas oficiais, o Remo está sem local para mandar seus jogos neste início de 2019. Na internet, muitos torcedores questionam o caso e outros pedem punição ao ex-presidente do clube, Zeca Pirão, que derrubou parte do estádio remista para uma obra que ficou incompleta. Em conversa com a equipe do OLiberal.com, Zeca Pirão se defendeu das acusações, disse que deixou o Baenão apto para jogo e revelou possível parceria entre clube e empresário do ramo atacadista.

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A situação dos estádios só reforça a importância de o Remo ter o seu estádio pronto para receber jogos. O ex-presidente azulino, Zeca Pirão, disse que os presidentes que assumiram o clube de 2015 até 2018 são os responsáveis pelo abandono do Baenão.

“Eu deixei o Remo em 2014 e com o Baenão recebendo jogos. Tivemos dois jogos neste período no estádio, todos estão de prova. Agora os que assumiram o clube depois não realizaram melhorias, não foram atrás dos laudos e acabaram com as salas que tinham abaixo da arquibancada da Almirante Barroso. Usaram o estádio para se promover e querem me culpar por isso. Essa culpa eu não levo”, disse Zeca Pirão.

Parceria com empresário para a conclusão do Baenão

O ex-presidente do Remo ainda citou uma possível parceria, que, segundo ele, foi apresentada aos candidatos à eleição do clube neste ano, Fábio Bentes e Manoel Ribeiro (Marco Antônio Pina ainda não tinha confirmado candidatura). Segundo Pirão, um empresário do ramo atacadista ajudaria na reforma do Baenão e exploraria a marca de seu negócios no Remo, masque que até hoje não recebeu respostas da direção azulina.

“Ninguém pode jogar na minha cara que eu não ajudei o Remo. Inclusive antes da eleição eu apresentei um empresário ao Fábio Bentes e ao Manoel Ribeiro. Um empresário que queria ajudar o Remo por muitos anos, reabrindo o Baenão e ampliando o estádio, além de injetar grana no clube e explorando a sua marca, mas até o momento ninguém deu resposta”, falou, Pirão.

Fábio Bentes admite conversa, mas questiona garantias

A redação integrada do OLiberal.com entrou em contato com o presidente do Remo, Fábio Bentes, que admitiu ter conhecimento do empresário e da proposta, porém, segundo Fábio, o clube não teria garantia alguma em uma negociação neste sentido.

“Nem de longe foi do jeito que ele falou. Ele queria tocar o clube por 20 anos, achamos o valor baixo e não tivemos garantia alguma de cumprimento contratual. Ele (empresário) iria comandar sozinho e queria dar R$500 mil por ano clube, R$40 mil por mês, muito pouco para ter autonomia total. Fora que não tinha posto garantias em contrato, patrimônio seguro... suponhamos que eles endividassem mais o clube, como iríamos cobrar sem garantias?”, falou, Bentes.

Questionado se o estádio pode ser entregue antes de maio ou junho, Fabio Bentes foi enfático e disse que a falta de dinheiro é o grande problema. “Difícil... grana, mas estou tentando”, disse.

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