O Bola de Prata em 1977, Edson Cimento, ídolo do Remo, ganha livro que conta a sua trajetória O ex-jogador foi eleito o melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 1977 pela Revista Placar e foi homenageado com uma biografia Fábio Will 03.12.22 8h30 O ex-goleiro Edson Cimento com o troféu da Bola de Prata (Elivaldo Pamplona / Arquivo O Liberal) Um dos maiores ídolos do Remo foi homenageado com um livro. O ex-goleiro Edson Cimento, que defendeu as camisas do Remo, Tuna e Paysandu, mas que fez história com a camisa azulina, teve a sua história escrita por Mauro Humberto de Oliveira Brandão, o Beto Brandão, que fez um minucioso trabalho para deixar de legado a história de Edson Cimento, único jogador paraense a conquistar o Prêmio Bola de Prata, da Revista Placar, jogando por um clube do Pará, em 1977. O livro “Edson Cimento – O melhor goleiro do Brasil em 1977” será lançado neste sábado (3), no Clube Nassau, às 20h, em Capanema (PA), cidade natal do goleiro e também do escritor. Brandão conversou com a equipe de O Liberal e falou da importância do livro para os amantes do futebol, além de contar como surgiu a ideia de escrever a biografia de Edson Cimento e o quanto ele representa para a cidade de Capanema (PA) e para o futebol paraense. “Eu e meu irmão Mário Brandão conversamos bastante sobre mostrar a história de alguém de Capanema, mas isso não saía do papel. Escolhemos o Edson Cimento, pessoa que representava bem o desejo de mostrar a cidade. Até que em 2018 resolvi dar um tempo para isso, ajustei minha rotina de trabalho com as pesquisas no Centur, em Belém, além de blogs, outros livros, revistas da época e começou a ganhar força. A parada por conta da pandemia do covid-19 foi preocupante, mas depois foi retomando, consegui depoimentos de pessoas que estiveram próximo ao Cimento e hoje concluímos a biografia desse o ex-jogador que marcou o nome na história do futebol nacional”, disse. VEJA MAIS VÍDEO: Escritor lança livro sobre título de Caracas e Remo busca reconhecimento da CBF e Conmebol Livro conta como foi a conquista azulina fora do Brasil e busca mostrar um passado glorioso do Time de Periça Remo: há 47 anos, Mesquita, Alcino e cia derrotavam o Flamengo de Junior e Zico em pleno Maracanã Diante de 30 mil pessoas, poucas de azul marinho, o Clube do Remo escreveu um dos capítulos mais ousados de sua história, ao derrotar o time de Zico, que anos depois conquistaria o mundo com o Flamengo Relembre gols da carreira de Bira com as camisas do Remo e do Internacional Bira faleceu hoje em Macapá Edson Cimento ganhou o apelido de “Cimento” por ser da cidade de Capanema, que é conhecida como a “terra do cimento”. Como o jogador era alto, forte e arrojado nas tomadas de decisões na frente dos adversários, ganhou o apelido do radialista Jayme Bastos. Zagueiro Dutra (à esquerda) e Edson Cimento (à direita) (Arquivo pessoal) O ex-goleiro do Remo, falou da importância em ter uma biografia e da forma como foi conquistado o título de melhor goleiro do país, jogando pelo Remo e concorrendo com goleiros importantes e que disputou a Copa do Mundo. “Eu só agradeço a Deus por tudo isso. Ter minha vida contada em um livro e receber essa homenagem em vida é gratificante. A conquista da Taça de Prata era uma coisa que ninguém imaginava, está marcada na minha história, na história do Remo e também dos torcedores. Tive a honra de concorrer com nomes consagrados do futebol, Waldir Peres, o Carlos, além de Emerson Leão, jogadores de Copa do Mundo, que defenderam nossa Seleção. Quem poderia imaginar que eu seria escolhido o melhor? Sem palavras por tudo que aconteceu na minha vida, um pobre goleiro, cheio de sonhos, que deixou a cidade natal para morar no Jurunas, em Belém, sem ter nada. Tenho orgulho de tudo e agradeço ao Beto Brandão, por ter me escolhido”, disse Cimento. Edson Cimento segurando a Bola de Prata ao lado de Dico, outro goleiro azulino (Arquivo pessoal) O goleiro, atualmente com 68 anos, foi o único atleta a receber o Prêmio da Bola de Prata jogando por um clube do Pará, no caso o Remo. Além de Edson Cimento, os outros paraenses que conquistara a premiação foram Sócrates (Corinthians), Giovanni (Santos) e Paulo Henrique Ganso (São Paulo). Edson Cimento atuou profissionalmente de 1972 a 1992. Teve passagens pelos três maiores clubes da capital paraense, além de ter jogado no Fluminense-RJ, Náutico-PE e ASA-AL. Atualmente Cimento atua como preparador de goleiros, trabalhou por anos à frente dos goleiros do Remo, tanto do profissional, quanto das categorias de base. Seu último trabalho na função foi com o Sport Real, na Segundinha do Campeonato Paraense deste ano. Beto Brandão (quem escreveu o livro de Cimento) e Edson Cimento na Toca do Leão (Arquivo pessoal) O livro também conta um pouco das histórias do tricampeonato intermunicipal de Capanema no futebol, o primeiro deles contou com a ajuda de Edson Cimento, que foi o goleiro da equipe com apenas 15 anos. O livro será vendido no valor de R$50 e estará disponível em livrarias nas cidades de Belém, Capanema e Marabá (PA). Mais informações no telefone (91) 98295-1882. A Bola de Prata é uma premiação criada pela Revista Placar na década de 70, que servia para eleger os melhores jogadores do Campeonato Brasileiro. Desde 2016 a Bola de Prata é feita pela ESPN. Na temporada de 1977, a Seleção do Brasileirão foi a seguinte: Edson Cimento (Remo), Zé Maria (Corinthians), Oscar Bernardi (Ponte Preta), Polozzi (Ponte Preta) e Marco Antônio (Vasco); Toninho Cerezo (Atlético-MG), Adílio (Flamengo), Zico (Flamengo) e Tarcísio (Grêmio); Reinaldo (Atlético-MG) e Paulo Cézar Caju (Botafogo). 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