Na marra e no fim: Remo arranca empate sob chuva e tensão no Mangueirão

Vasco domina, torcida se irrita, mas Marllon salva o Leão aos 38 do segundo tempo; ponto suado ainda mantém time no Z-4

Igor Wilson

Remo e Vasco empataram por 1 a 1 neste sábado (11), no Mangueirão, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro, em uma partida marcada pela forte chuva que atingiu Belém antes e durante o jogo — condição que levou a arbitragem a adiar o início em 30 minutos. Superior na maior parte do tempo, o Vasco controlou as ações, mas foi pouco eficiente nas finalizações e marcou no início do segundo tempo, enquanto o Remo teve dificuldades para criar, irritou a torcida em vários momentos, mas manteve-se vivo até o fim. O empate veio aos 38 minutos do segundo tempo, quando Diego Hernández, que havia saído do banco, cobrou falta com precisão para o capitão Marllon aparecer de cabeça e deixar tudo igual. Com o resultado, o Leão chega aos oito pontos e ocupa a penúltima posição (19ª), enquanto já projeta o próximo compromisso, fora de casa, contra o Bragantino, no domingo (19), em São Paulo.

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1º Tempo

A chuva caiu pesada sobre o Mangueirão e, com ela, veio um primeiro tempo de domínio vascaíno. Desde os primeiros movimentos, o time carioca tomou a iniciativa, empurrou o Remo para o campo de defesa e mostrou intensidade, mesmo com o gramado encharcado. Logo aos cinco minutos, Rojas protagonizou a melhor chance da etapa, limpando a marcação e acertando a trave de Marcelo Rangel, num aviso claro de quem mandaria no jogo. Com mais posse e presença ofensiva — terminou a etapa com 66% — o Vasco controlou o ritmo, ainda que sem transformar o volume em gols. 

O Remo demorou a se encontrar. Com dificuldades na marcação e pouca saída de bola, o time azulino demorou para passar do meio-campo e só conseguiu equilibrar minimamente as ações a partir da metade do primeiro tempo, quando o jogo naturalmente perdeu intensidade. A chuva constante travava o campo e deixava a partida mais física, de divididas duras e muitos erros. Ainda assim, o Leão encontrou alguns espaços, principalmente em jogadas isoladas, como na descida de Alef Manga e nas tentativas de de Jajá e Patrick, que exigiram atenção da defesa vascaína. 

image Jogo foi tenso e sob chuva (Thiago Gomes/O Liberal)

Mas foi justamente Alef Manga quem virou o centro da tensão em campo. Após desperdiçar uma boa chance em contra-ataque — optando por um drible a mais quando tinha o chute — e ter errado um passe simples na jogada anterior, o atacante ouviu as primeiras vaias da torcida. A irritação não ficou apenas nas arquibancadas: dentro de campo, Patrick não escondeu o incômodo e discutiu asperamente com o companheiro, em um bate-boca que precisou da intervenção direta do técnico Léo Condé para evitar que a situação escalasse ainda mais. 

Mesmo com a reação pontual do Remo, o Vasco seguiu mais organizado e presente no ataque até o fim da etapa inicial. Nos minutos finais, voltou a assustar em finalizações de fora da área e infiltrações perigosas, principalmente de Andrés Gomez, mantendo o controle territorial.  

2º Tempo

image Gol vascaíno no início do segundo tempo (Thiago Gomes/O Liberal)

O segundo tempo começou no mesmo roteiro da etapa inicial: o Vasco voltou mais ligado, ocupando o campo ofensivo e pressionando o Remo desde os primeiros minutos. Com mais organização e circulação de bola, o time carioca encontrou espaços com facilidade, principalmente pelo lado esquerdo, e transformou a superioridade em gol aos nove minutos, em jogada trabalhada desde a defesa, concluída por Andrés Gómez. O lance evidenciou novamente a dificuldade remista em acompanhar a movimentação adversária.

Em desvantagem, o Remo tentou reagir, mas esbarrou nos próprios problemas. O time teve dificuldades para criar, pecou nas decisões e viu o ataque produzir muito pouco. Alef Manga praticamente não apareceu na etapa final, Jajá participou de forma tímida e Taliari voltou a falhar em momento decisivo, isolando uma finalização dentro da área. A torcida, impaciente, passou a cobrar mais intensidade, enquanto o Vasco seguiu mais confortável, controlando o ritmo e criando chances para ampliar.

image Capitão azulino salvou o time da derrota (Thiago Gomes/O Liberal)

A melhor oportunidade azulina surgiu com Jaderson, já na metade do segundo tempo, em chute forte que passou muito perto do gol de Léo Jardim. Ainda assim, era pouco para um time que precisava buscar o resultado dentro de casa. O Remo se mostrava desorganizado, com dificuldades para pressionar e sem conseguir sustentar uma sequência de jogadas ofensivas. Do outro lado, o Vasco não abria mão de atacar e seguiu rondando a área, mantendo o jogo sob controle.

Quando a derrota parecia encaminhada, o Remo encontrou na bola parada a saída. Aos 38 minutos, Diego Hernández cobrou falta fechada na área, e Marllon apareceu em velocidade, “flechando” de cabeça para vencer Léo Jardim e deixar tudo igual. O gol, construído na insistência e na força aérea, salvou o time paraense de um resultado negativo e traduziu o que foi a etapa final: um Remo com muitas limitações no jogo corrido, mas que encontrou em um lance isolado a forma de arrancar o empate. Marcelinho ainda perdeu outra boa oportunidade no final do jogo, mas o jogo terminou mesmo empatado.

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Remo
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