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Thiago Coelho: goleiro do Paysandu lamenta cânticos homofóbicos em Re-Pa: 'Não é bom para ninguém'

O jovem goleiro foi alvo do preconceito de alguns torcedores e disse que atitudes como esta não cabem mais no esporte

Luiz Guilherme Ramos

O Re-Pa deste domingo continua reverberando na crônica esportiva paraense, mas desta vez num assunto infeliz, que vem sendo cada vez mais combatido dentro e fora de campo. Ao final do jogo, o goleiro do Paysandu foi alvo de cânticos homofóbicos vindo das arquibancadas do Baenão. Parte da torcida, insatisfeita com o resultado, resolveu agir de forma primitiva e pode dar ao próprio clube alguns prejuízos na justiça, no que depender da parte atingida.

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Thago Coelho é ex-jogador do Remo e foi contratado pelo maior rival numa transação não muito bem vista pela torcida azulina. Desde então, ele é alvo de ataques por parte dos torcedores e no Re-Pa não foi diferente. Sob os gritos de "Reserva veado", o goleiro deixou o gramado do Baenão, não sem antes deixar o alerta. 

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"É bom vocês escutarem isso ai, para que a gente possa tomar as providências cabíveis sobre esses gritos homofóbicos. Não tem problema nenhum. Eu não tenho preconceito e a gente levanta a bandeira LGBT no nosso clube, fazemos campanha sobre isso. E a gente aqui para escutar isso. Não é bom para ninguém", disse em entrevista a uma rádio de Belém, ainda no gramado do Baenão. 

Veja o momento em que Thiago Coelho é atacado pelos torcedores:

Nesta segunda, a assessoria do Paysandu informou que o clube está de posse de todas as provas necessárias para acionar o Remo na justiça, através do departamento jurídico. Denúncias desta natureza, conforme o Código de Justiça Desportiva, estão enquadradas no artigo 243-G, que prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil para quem "Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência".

 

 

Paysandu
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