Médico ex-Paysandu divulga nota de repúdio por áudio vazado de diretor; Papão solta nota

Presidente do Papão, Ricardo Gluck Paul, contextualizou as falas de Felipe Albuquerque

Andre Gomes

O áudio vazado do diretor de futebol do Paysandu, Felipe Albuquerque, onde fala sobre as dificuldades na contratações de jogadores, entre outros motivos, por restrições a Belém, continua rendendo. O médico José Silvério, que prestou serviços ao Bicolor por 20 anos até deixar a Curuzu no início de 2020, divulgou no Instagram uma nota de repúdio, mesmo após as explicações do presidente Ricardo Gluck Paul, que contextualizou a fala de Albuquerque.

Ex-Paysandu, José Silvério trabalhou como médico do Bicola por 20 anos (Instagram / Paysandu)

"Belém foi atordoada hoje com o vazamento de áudios de um executivo de futebol, contratado pelo Paysandu, oriundo de Goiás, onde desfere palavras desqualificadas contra nossa cidade e contra colaboradores do nosso clube, referindo-se a eles como 'anta, burro igual a uma porta', o que demonstra total despreparo ao cargo e ao ser humano beirando o ódio e preconceito, salvo melhor juízo", disse Silvério.

Jogadores que tiveram passagens pelo Paysandu reagiram à publicação em apoio à fala de José Silvério, com quem foram colegas. O volante Augusto Recife, o atacante Leandro Cearense e o ex-zagueiro Tinho, entre outras personalidades do futebol paraense, como o ex-presidente do Papão Alberto Maia, curtiram a nota de repúdio.
 

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Belém foi atordoada hoje com o vazamento de áudios de um Executivo de Futebol, contratado pelo Paysandú, oriundo de Goiás, onde desfere palavras desqualificadas contra nossa cidade e contra Colaboradores do nosso Clube, referindo-se a eles como “Anta, burro igual a uma porta”, o que demonstra total despreparo ao cargo e ao ser humano beirando o ódio e preconceito, salvo melhor juízo. Refere-se de forma desrespeitosa também ao nosso clima e nosso culinária. A culinária de Belém é aclamada no mundo inteiro e a cidade é um das maiores centros urbanos equatoriais do nosso planeta. O calor com que acolhe os visitantes é festejado porque nunca atinge as temperaturas radicais comuns em outros locais e porque sempre é amenizado pela brisa, a chuva e a nossa vegetação exuberante. O povo é tão amável que até dá emprego para pessoas que vem pra cá trabalhar, ocupando o espaço que poderia ser ocupado por um conterrâneo nosso. Da emprego pra quem não tem noção do lugar onde hoje vive. Belém não merece alguém que venha para um clube como o Paysandu, de tantas tradições e glórias, cuja imensa e fiel torcida tem orgulho da cidade onde construimos nossa história, e desdenhe da nossa cidade. Isso não aceitarei e defenderei arduamente. #BelémMereceRespeito# #belemcidadedasmangueiras #BelémCodadeAcolhedora

Uma publicação compartilhada por Dr Silverio (@josesilverio) em 4 de Fev, 2020 às 2:09 PST

 

CONTEXTO

Pouco depois do vazamento do áudio na última segunda-feira (3), o presidente do Paysandu, Ricardo Gluck Paul, conversou com a reportagem de O Liberal. O dirigente aproveitou para contextualizar as falas do diretor Felipe Albuquerque.

"Esse áudio foi no auge da montagem do elenco, na segunda quinzena de dezembro, quando tivemos uma baixa de dois a quatro atletas que negociaram, mas não vieram por questões financeiras. [...] É um áudio de quem está se preocupando com o clube de forma honesta. Ele está desabafando com negociador e essa questão do Didira nos deixou abalados, porque estava dada como certa a vinda dele e ele não veio".

CRÍTICA A BELÉM

Ricardo também explicou a crítica a Belém. Segundo o mandatário, Felipe Albuquerque estava se referindo às negociações com jogadores estrangeiros, que não quiseram vir jogar no Paysandu. De acordo com o presidente, estes atletas colocaram barreiras por causa de diversos problemas de estrutura e pelo clima da cidade.

"Com relação a Belém, esporro do Hélio (dos Anjos) e tudo mais, isso fica muito claro que ele está se colocando no lugar do atleta. Ele não está dizendo que ele acha isso e tem que ter cuidado com o contexto das coisas.  Nós iríamos trazer um uruguaio e dois argentinos. [...] Eu tive que ouvir o empresário deles dizendo que fulano não vinha porque teve a informação que Belém é uma cidade suja, que não tem esgoto...", declarou.

A reportagem tentou contato com o diretor de futebol alviceleste, Felipe Albuquerque, no entanto, o executivo não respondeu às tentativas de contato.

POSICIONAMENTO OFICIAL DO PAYSANDU

O áudio vazado criminalmente é de uma conversa privada entre o diretor de Futebol Felipe Albuquerque e o ex-presidente do Vila Nova-GO, Wilson Balzacchi, com quem conversava sobre o processo de montagem de elenco do Paysandu para 2020. Em tom de desabafo, e até de preocupação, o dirigente bicolor comentou, entre os dias 24 e 26 de dezembro do ano passado, que alguns atletas manifestaram restrições com relação a Belém. O relato reflete única e exclusivamente a preocupação com a situação e em momento algum representa a opinião pessoal do diretor, que viveu boa parte da infância na capital paraense, cidade natural da sua avó materna, onde possui vários familiares e fez grandes amizades. O profissional reitera seu apreço pela cidade de Belém e repudia qualquer tipo de interpretação equivocada no sentido de forçar um entendimento contrário.

Paysandu
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